2012: O Ano do Jornalismo na Literatura Nacional


 

Ao ler toda semana nos jornais a lista dos livro mais vendidos nas livrarias brasileiras, um fato me chamou bastante atenção este ano, na categoria livros de ficção raramente aparecia um autor nacional, quando aparecia era Luís Fernando Veríssimo. Em compensação na lista de não ficção a presença dos livros nacionais foram uma constante, exetuando os livros do Edir Macedo e do Diogo Mainardi, a maioria deles foram trabalhos feitos por jornalistas, seja na seara da história(tema discutido no Botequim este ano), nas biografias, nos livros de memórias, depoimentos e trabalhos realizados após anos de estudos.

Lógico que falar simplesmente de venda não é parâmetro único para definir a importância e a qualidade de um livro, ótimos trabalhos não estiveram presentes nessa lista, mas alguns deles foram lembrados pelos principais prêmios Literários do Brasil, inclusive no nosso 1º Prêmio Botequim Cultural, que singelamente homenageou alguns desses trabalhos.

Em contra-partida, devemos dizer que pouquíssimos livros de ficção mereceram um destaque maior, Foi um ano em que não tivemos lançamentos dos grandes nomes de nossa literatura, extuando-se Cristovão Tezza. não houve lançamentos de um Milton Hatoum, de um Bernardo Carvalho. De destaque apenas Michel Laub e agora no apagar das luzes o novo livro de Daniel Galera. E não me venham falar de Dalton Trevisan! Dalton Trevisan não existe! É uma entidade que paira por outra dimensão que alguns lunáticos afirmam já terem visto.

Fazendo um balanço do ano, felizmente o Botequim Cultural não deixou passar em branco a presença desses livros, fica a dica de leitura para quem parte de férias por janeiro e fevereiro afora:

Getúlio

 O 1º volume da Biografia de Getulio Vargas, escrita pelo jornalista Lira Neto, ganhou destaque na grande mídia e não passou em branco aqui no Botequim, aonde falamos dele AQUI e que causou-me frustração ao final ao saber que ainda teria que esperar mais 1 ano pelo 2º volume.

 

 

 

 

 

 

 

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Marighella

 Assim que saiu do forno da sua editora, a biografia do mítico guerrilheiro Carlos Marighella foi premiado na 1ª edição do nosso Prêmio Botequim Cultural na categoria Biografia. Foi o primeiro prêmio recebido pelo excelente trabalho de Mario Magalhães. Recentemente ganhou também o importantíssimo prêmio APCA. Nessa semana o Botequim Cultural estará publicando um texto sobre o livro.

 

 

 

 

 

 

 

Dias de Inferno na Síria

 O instigante e comovente relato em primeira pessoa de seus dias de cárcere numa prisão Síria em pleno processo de guerra civil, feito pelo premiado jornalista Klester Cavalcanti também foi tema de um post do Botequim, AQUI. Mais um trabalho magnífico com origem nas redações da grande  imprensa nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mata!

O Major Curió e as Guerrilhas no Araguaia
 Após anos se debruçando sobre a vida do Major Curió, finalmente em 2012 o jornalista Leonencio Nossa trouxe  luz seus anos de estudo sobre esse enigmático e controverso agente da ditadura militar e sobre a Guerrilha do Araguaia. O livro de Leonencio foi citado AQUI no Botequim Cultural.

 

 

 

 

 

 

 

 

Memórias de Uma Guerra Suja

 Esse trabalho dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros foi o grande vencedor do 1º Prêmio Botequim Cultural na categoria Melhor Livro Jornalístico. Trás revelações importantíssimas sobre a ditadura militar, entre elas como foram eliminados do sistema Mariel Mariscol e Sérgio Paranhos Fleury, através do depoimento de alguém que conhecia por dentro como funcionava tal sistema: Claudio Guerra. Também não passou em branco pelo Botequim:AQUI

 

 

 

 

 

 

 

1961 – O Golpe Derrotado

 Mais um vencedor do 1º Prêmio Botequim Cultural, na categoria Melhor Livro Não Ficção. Depois do ótimo “Memórias do Esquecimento”, dessa vez o brilhante jornalista Flávio Tavares puxa de suas memórias seu testemunho daqueles dias de tensão de 1961, entre a renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart, aonde entricheirado no Palácio Piratini ao lado de Leonel Brizola, Flávio Tavares narra todo o desenrolar da criação da cadeia da legalidade e das negociações para a posse de Jango, adiando assim um golpe que viria a ser dado em definitivo 3 anos depois. Falamos desse livro AQUI.

 

 

 

 

 

 

1565 – Enquanto o Brasil Nascia

 “1565” é mais um dos casos já discutidos à exaustão no Botequim sobre a polêmica invasão dos jornalistas no campo da história. Neste livro, o jornalista Pedro Doria faz uma detalhada pesquisa sobre a fundação do Rio de Janeiro e suas primeras décadas.  Um livro escrito numa linguagem jornalística, mais palatável para o grande público e não visando a busca de um leitor especializado e acadêmico. Leia AQUI

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