Branca de Neve e o Caçador


 

Crítica de Adriana Mello.


Cotação: Bom.

Branca de Neve está na moda. Em curto espaço tempo foram lançadas duas super produções sobre o conto dos irmãos Grimm. Enquanto “Espelho, espelho meu” adota uma linguagem bem humorada e voltada para o público infantil, “Branca de neve e o caçador” adota um tom sóbrio, meio gótico e não é nada recomendado para o público infantil (tanto que a censura é 12 anos).

No filme do estreante diretor Rupert Sanders, Branca de Neve perde a mãe ainda criança. Desolado, o pai casa-se com a Bela e misteriosa Ravenna.  Na noite de núpcias, Ravenna assassina cruelmente o Rei e manda prender Branca de Neve na torre do castelo e lá a princesinha permanece por anos e anos. Só que a Bela madrasta malvada, na verdade é uma bruxa que para manter-se bela e eternamente jovem, consome a beleza das jovens do reino. Um dia, alertada pelo espelho que Branca de Neve era a mais bela do reino, a cruel Ravenna decide comer seu coração para tornar-se imortal. Mas a princesa consegue fugir. Furiosa, Ravenna contrata um caçador pra encontrar e matar Branca de Neve. Mas assim como no conto dos Grimm, o caçador desiste na última hora e a ensina a lutar para sobreviver.

Em sua jornada, Branca de Neve e o caçador precisam enfrentar as armadilhas da Floresta Negra e outras dificuldades que aparecem Ao longo do caminho.  Com a ajuda dos sete anões, que estão desempregados, por causa do cruel reinado da Ravenna e de um exército liderado por um antigo aliado de seu pai, a princesa inicia uma rebelião para ter seu reino de volta e vingar a morte de seu pai.

Assim como em “Espelho, Espelho Meu”, onde Julia Roberts é o grande destaque, Charlize Theron é a dona do filme. Sua beleza brilha na tela. Com uma atuação over, mas que casa perfeitamente com o tom do personagem, aparições de Charlize são sempre impactantes. Já Kristen Stewart (a mocinha da saga “Crepúsculo”) não compromete, mas não consegue se destacar. Apesar de conseguir fazer bem a transição de mocinha ingênua para guerreira, em vários momentos ela se perde, deixando que Charlize protagonize o filme sozinha.

Bem dirigido e tecnicamente impecável, “Branca de Neve e o Caçador” impressiona pelas imagens impactantes e grandiosas, mas seu ritmo intenso durante suas mais de 2 horas acabam não deixando para o espectador nenhum momento para refletir e sequer para respirar.


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