Congresso da ABRAJI 2014 – Diário de Bordo: 2ª Parte


 

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Por Adriana Mello.

Quando me inscrevi no Congresso, tinha como princípio não repetir nenhum palestrante do ano anterior. Mas ao me deparar com o nome de Eduardo Faustini na lista de participantes, não resisti. Além de ser profunda admiradora do seu trabalho, a palestra que assisti no ano passado foi uma das melhores que assisti(AQUI). Eduardo Faustini sempre dá show de simpatia e carisma.

O tema de sua palestra nessa edição foi “Nota 0 para Educação”. Em uma série de reportagens especiais, Faustini mostrou a triste realidade de algumas cidades do nordeste, onde a alta soma de dinheiro investido em educação não é repassada pelas prefeituras.

O Brasil investe muito alto em educação, mas isso só é notório em Grandes cidades. Em pequenos municípios, quando uma venda é superfaturada, no outro dia já tem escola sem aula, aluno sem merenda e falta de material básico“.

Relatou Faustini durante sua palestra.

Enquanto fazia seu trabalho de campo para essa matéria, que acabou veiculada no Fantástico, o jornalista, juntamente com o cinegrafista Luiz Claudio Azevedo, foram abordados por sete indivíduos logo depois de uma parada para o almoço numa churrascaria, na estrada que liga os municípios de Anapurus e Mara Roma, interior do Maranhão. O Bando cercou os repórteres e roubou a câmera da equipe. Porém tal ato criminoso não impediu a exibição da denúncia, pois parte importante da matéria estava salva.

Em relação a esse episódio, a ABRAJI divulgou nota logo após o ocorrido, aonde afirmou que:

identificar e punir todos os responsáveis é indispensável, para que a impunidade não estimule a repetição de casos semelhantes.

Sobre o incidente, Faustini comentou na palestra:

“Hoje ser jornalista investigativo está na moda, mas o preço que se paga por isso é alto”.

O jornalista relatou que costuma manter um forte esquema de segurança devido as ameaças que já se tornaram quase que uma rotina em sua vida. Tal como no ano passado, a organização do Congresso avisou aos participantes que não poderiam tirar fotos ou filmar a palestra de Eduardo Faustini por questões de segurança pessoal do jornalista. Por nunca mostrar seu rosto, Faustini é também conhecido como o “repórter sem rosto”.

Se valeu a pena repetir a palestra? Muito! Faustini sempre vale a pena.


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