Congresso da ABRAJI: Diário de Bordo – Parte 4


 

Por Adriana Mello.

O Ministro do STF Joaquim Barbosa foi o palestrante do painel “Brasil – Avanços e Retrocessos Institucionais”, no penúltimo dia do Congresso da ABRAJI. Sua palestra levou um grande número de pessoas ao auditório da PUC, num debate que teve a mediação de Rosental Alves(professor da Universidade do Texas) e pelo jornalista Fernando Rodrigues.

Abriu sua participação com um discurso frisando a importância de se fazer uma reforma política no Brasil. Após o discurso, o Ministro respondeu perguntas dos moderadores, aonde  criticou duramente a imprensa brasileira afirmando que ela é monotemática e despreparada e foi duro principalmente no que se referiu a cobertura do “Mensalão”. “Sinto falta de uma cobertura com especialização e profissionalismo. Não vejo repórteres com astúcia de descobrir um grande fato jornalístico nas entrelinhas

Durante o Congresso a polêmica em relação a obrigatoriedade de autorização para biografias esta no seu auge e Barbosa não se furtou a comentar o tema se posicionando contra a censura das biografias não autorizadas, mas enfatizou que as indenizações devem ser maiores para aqueles que forem prejudicados.

O Ministro também negou enfaticamente qualquer intenção de se candidatar a presidência da República em 2014, mas não afastou a possibilidade de ingressar na vida política após deixar o Supremo Tribunal Federal.”Quando sair do Supremo, posso refletir sobre isso”, destacou Barbosa. Questionado ainda se cogitava disputar a Presidência após sair do STF, afirmou de maneira um tanto dúbia: “Quando sair do Supremo, posso refletir sobre isso. Não tenho no momento nenhuma intenção de me lançar candidato à Presidência. Pode ser que no futuro mude”.

Algumas de suas observações durante o encontro:

“Não há censura prévia no Brasil”

“Os repórteres são monotemáticos. A obsessão pelo mensalão é impressionante”

“O quadro político atual não me agrada nem um pouco”

“Qualquer conflito constitucional pode ser resolvido no caso concreto” (sobre a polêmica das biografias)

Quem esteve no auditório da PUC adorou a palestra do Ministro Joaquim Barbosa. Foi uma bela abertura para a grande atração do congresso, Glenn Greenwald, tema da última parte deste Diário de Bordo, sobre o qual falarei nos próximos dias.

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