Crítica: Magia ao Luar


 

Por Adriana Mello.

3-estrelas-valendoWoody Allen está longe de ser uma unanimidade. Quem gosta, ama, quem não gosta odeia. Não há meio termo. Eu faço parte do primeiro time. Adoro os filmes de Allen! Se tem filme novo dele em cartaz, lá estou marcando presença. Seu último filme, “Magia ao Luar” não foi bem recebido pela crítica, mas eu gostei.

A história não é nada original: Stanley (Colin Firth), um mestre do ilusionismo mundialmente famoso é convocado para desmascarar Sophie (Emma Stone),uma vidente americana que caiu nas graças de uma família aristocrática, mas não consegue encontrar nenhuma evidência contra a moça e acaba se encantando por ela.  O que acontece a partir daí não é novidade alguma para ninguém. É interessante e divertido ver o personagem de Firth, um cético, ter suas convicções abaladas ao não encontrar absolutamente nada que comprove que Sophie é uma fraude. Stanley também acaba se rendendo e acreditando em tudo o que Sophie diz. Principalmente quando ela revela fatos sobre a vida dele próprio.

O maior mérito de “Magia ao Luar” está na dupla de protagonistas. Woody Allen encontrou em Colin Firth e Emma Stone, os atores perfeitos para Sophie e Stanley. A dupla tem boa atuação, entrosamento e o carisma que o filme precisa. É interessante ver o jogo de gato e rato dos protagonistas. Acho que a melhor definição seria um duelo entre a razão e a emoção. Outro ponto que merece destaque é o roteiro (como em todo filme de Allen): Diálogos rápidos, afiados, bem humorados e sofisticados.

Particularmente, gostei bastante do filme. Sabe aquele filme leve, para assistir ao lado de quem gostamos comendo um belo saco de pipoca? É esse exatamente o espírito de “Magia ao Luar”.  É um longa que provavelmente passará batido pela carreira de Woody Allen, mas é um filme simpático e merece ser visto.

Outro ponto forte de “Magia ao Luar” são as belas paisagens da Provence. Imagens que casam perfeitamente com o clima de romance.

Muito não gostaram do filme alegando não reconhece-lo como um filme de Woody Allen. Eu serei obrigada a discordar, está tudo lá: a sempre competente direção de atores, a trilha sonora, diálogos inteligentes… tudo o que esperamos de um filme de Allen. É um dos melhores filmes do diretor? Não, não é. Mas nunca podemos esquecer que uma das principais funções do cinema é divertir e isso “Magia ao Luar” faz com louvor. Quem não viu, corre!


Palpites para este texto:

  1. Gosto de Woody Allen, mas esse filme eu achei bem fraquinho.

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