Crítica: “O Amor Chegou Tarde em Minha Vida”, de Ana Paula Padrão


 

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Por Adriana Mello.

1-estrelaEm uma visita à livraria me deparei inesperadamente com um livro escrito pela jornalista Ana Paula Padrão: “O Amor Chegou Tarde Em Minha Vida”, lançado pela editora Paralela. Curiosa, peguei o livro para dar uma olhada. Ok, a capa era meio cafona e o título mais ainda, mas sempre tive um profundo respeito pela profissional da Ana Paula Padrão e procuro ter em mente aquele ditado: “Nunca Julgue um Livro Pela Capa”. Mas nesse caso eu devia ter julgado.

A minha motivação ao comprar o livro foi imaginar na quantidade de histórias bacanas que Ana Paula teria para contar. Afinal ela fez incontáveis matérias fascinantes e marcantes ao longo de sua carreira, mas infelizmente não é isso que ocorre no livro.

O livro até começa bem com a jornalista narrando em detalhes sua turbulenta e inesperada saída da Rede Globo. É preciso admitir que foi um relato corajoso. A jornalista conta todos os bastidores daquele episódio, não poupa o leitor de nenhum acontecimento. Mas essa é única parte boa do livro. A partir daí, o livro perde inteiramente o fio da meada.

Talvez o maior erro tenha sido meu, achei que se trataria de um livro sobre suas reportagens, mas na verdade o livro é inteiramente voltado ao público feminino: mercado de trabalho, do dilema de ser uma profissional bem sucedida X dona de casa, traz dados de pesquisas inéditas da “Tempo de Mulher” (uma de suas empresas e que promove palestras para mulheres em todo país) e em um momento de rara exposição, conta como conheceu seu marido e a relação do casal desde os tempos de namoro.

Não era o livro que esperava. Confesso que até agora não entendi a proposta do livro. Ana Paula atira para todos os lados e não acerta em nenhum, tem momentos confessionais, biográficos, íntimos, profissionais e até autoajuda, o que deixa a narrativa extremamente confusa, dispersa e sem foco. Em alguns momentos a autora parece perdida e sem rumo.

Acredito que muitos irão gostar do livro, mas não foi o meu caso. Foi um livro sofrido para terminar, não me empolgou em nada. Só cheguei ao fim devido a minha admiração pelo trabalho de Ana Paula Padrão. Mas se fosse outro, teria abandonado na metade facilmente.

Se o objetivo do livro era fazer algo no estilo “mulherzinha”, é um desperdício. Ana Paula tem capacidade e história para escrever um grande livro jornalístico e não perder tempo com assuntos que nada acrescentam. Suas intimidades e angústias existenciais ficariam mais apropriadas em outro tipo de publicação.


Palpites para este texto:

  1. William Xavier -

    Acho que o problema como você mesma disse/escreveu que o texto ficaria melhor em outro tipo de publicação. Claro que você não se preocupou em saber do que se tratava, talvez devesse ler a resenha ou se inteirado de alguma outra forma.
    Não vou ler o conteúdo pois em nada me interessa, mas acho que você avaliar com nota mínima já é demais, (desculpe o trocadilho) mas assim você ignora todo um projeto, e trabalho de todos os envolvidos na confecção do livro.

    • Olá William, bem-vindo! Entendo e respeito sua posição, mas na minha opinião achei que com a bagagem e experiência que tem, o livro um enorme desperdício.

      • Olá, Adriana!
        Penso que a frustração foi em relação à sua expectativa e desejo de que o livro fosse dedicado às reportagens feitas por Ana Paula, mas a proposta dela ficou bem clara: ela queria escrever sobre sua trajetória pessoal, o que fez com propriedade. Muitas mulheres, e alguns homens, a admiram por sua coragem e determinação em dar uma reviravolta em sua vida; afinal deixar a “poderosa Rede Globo” não é pra qualquer um(a). Ao pegar um livro a primeira coisa que faço é ler a contra capa e as orelhas, assim fico sabendo se atenderá ou não ao que desejo ler.

  2. Olá Adriana, também não concordei com a sua avaliação feita ao livro. Como o William Xavier falou acima, ler a resenha do livro impediria que criasse expectativas que o livro não promete cumprir, que são apenas suas.
    O livro mostra o lado humano da Ana Paula Padrão, não apenas a profissional, mostra sua vida, sua história, seus dilemas, suas origens, seus aprendizados e suas mudanças. Mostra que o sucesso não veio da sorte, tem um caminho escondido que ninguém vê. E, na minha opinião, dá uma certa satisfação pela sua vida pública, suas mudanças e escolhas.
    Amei o livro.

  3. Como vc mesmo disse: o maior erro foi da sua parte ao comprar um livro e ACHAR que… Veja, achou errado.
    E esse post não me diz nada, não entendo nem msm porque existe. Opinião baseada em nada.

  4. Eu li e amei o livro, me prendeu do início ao fim! Aliás, o próprio título sugere que o conteúdo em nada tem haver com os feitos jornalísticos dela, e sim de uma análise de sua vida pessoal.

  5. Bem ridícula a crítica ao livro,em relação a está crítica foi bem machista, acho bom você ler novamente e não postar futilidades.

    • Olá Camila, Bem vinda. Falando em futilidade, para mim futilidade é esse livro. Abraços.

      • Olá, Adriana!
        Penso que a frustração foi em relação à sua expectativa e desejo de que o livro fosse dedicado às reportagens feitas por Ana Paula, mas a proposta dela ficou bem clara: ela queria escrever sobre sua trajetória pessoal, o que fez com propriedade. Muitas mulheres, e alguns homens, a admiram por sua coragem e determinação em dar uma reviravolta em sua vida; afinal deixar a “poderosa Rede Globo” não é pra qualquer um(a). Ao pegar um livro a primeira coisa que faço é ler a contra capa e as orelhas, assim fico sabendo se atenderá ou não ao que desejo ler.

  6. Não li o livro. Mas o título já demonstra que não será um livro pura e unicamente jornalístico.
    Falta de interpretação reinou aqui rs

  7. Prezada Adriana, devo dizer que foi muita ingenuidade sua achar que um livro com esse título seria sobre a carreira dela. Imagino também que você já tenha encontrado seu amor para dizer que a publicação não acrescenta nada a ninguém. Talvez não acrescente a você, mas pode acrescentar a outras pessoas.
    Abs,

  8. Olá.. Respeito sua opinião, mas ela não quer falar de sua profissão, mas da Ana Paula Padrão além do jornalismo, a pessoa com suas angústias, com seus problemas, como todos seres humanos. Uma pena você ter gasto seu dinheiro.

  9. Adriana,

    Desde criança sempre li história sem figuras. O meu pai quando me via com um gibi ou qualquer outra revista em quadrinhos, buscava um livro de acordo com a minha idade, trocava dizendo apontando para o livro: “Isso é cultura”.
    Li o que era próprio para a minha idade e li o que não tinha experiência ou conhecimento para entender.
    Fui alfabetizada aos 4 anos, com 5 anos lia tudo, placas, cartazes, tinha palavras, eu lia.
    Ao 14 anos, quando eu tinha 14 anos ainda era considerada pré-adolescente, sem qualquer experiência de vida, li Germinal. Nem preciso contar que achei massante, entendiante, uma porcaria, mas li até o final.
    Ao longo dos anos aprendi que eu precisava ler a resenha, com ela eu saberia se era do meu interesse ou não, se me faria com que eu me tornasse tornasse mais um personagem e viajar com a história.
    Não sei quantos anos você tem, com certeza muito menos do que eu, tenho conhecimento empírico, mas, grande parte desse conhecimento eu aprendi observando e ouvindo.
    Se você houvesse lido a resenha, saberia se seria um livro que a satisfaria e às suas expectativas.
    A Ana Paula Padrão é impecável, sua conduta é impecável, é honesta na sua trajetória pessoal e profissional, com certeza está acostumada às críticas e você tem todo direito de expressar as suas, mas, leia a resenha antes de comprar um livro, dessa forma você não se decepcionara.
    Abs.

  10. Mto machista seu comentário. Foi uma babaquice imesa não ler a resenha. O que chamou de tema para “mulherzinha” é parte da vida e doa anseios de toda mulher que constrói uma carreira. Você não teve capacidade de ler a resenha e ainda se acha com direito de criticar. Mulherzinhas como ela fazem história. Pessoas como você, não agregam nada a ninguém.

  11. Dizer o quê a uma pessoa que faz uma resenha sobre um livro que não se deu ao mínimo trabalho(papel de todo leitor crítico) de ler a contracapa… Melhore!!!!

  12. Olá… Bem, eu tenho certeza que para você ler um livro, antes a pessoa interessada tem que buscar saber sobre o que é.
    A Ana Paula não teve culpa se você não procurou saber sobre o que era o livro dela.
    Se você tivesse procurado entrevistas e comentários a respeito, saberia que o livro se trataria de algo em relação as mulheres.

    O que ela contou no começo do livro, que você diz ser a única parte “boazinha”, era só um pano de fundo pra ela relatar o que a mulher dos anos 80 viveu, e como ela vive agora.
    É um livro voltado para as mulheres que se descobriram infelizes com o que faziam e resolveram mudar para satisfazer suas próprias vontades, e não mais a vontade das pessoas a sua volta.

    Sim, tenho certeza que ela tem capacidade para escrever um livro de porte jornalístico, mas o erro foi seu ao não procurar saber do que se tratava o livro.

    Ele é maravilhoso, e muitas mulheres se identificaram com os relatos, beijos!

  13. Discordo completamente.
    Cara, eu acho assim…
    Concordo que o erro possa estar em você, pois, quando me deparei com o livro, eu já esperava entrar à fundo na persona Ana Paula Padrão. O que é um expectativa razoável para quem vai ler a biografia de uma pessoa, independente das histórias de vida que ela teve, porque aí já seria voltado a crônicas. Eu pude ver que o livro fez jus as minhas expectativas. Ela explica muito detalhadamente como ela é, no que ela acredita e, claro, alguns momentos marcantes da sua trajetória de vida. Eu obviamente deduzi isso logo pelo título do livro. E eu queria muito entender ela como pessoa porque eu tenho respeito por ela e a considero muito inteligente. Achei bem completo o livro dela e amei.
    Portanto, você esperou algo errado do livro.
    http://www.papicher.com

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