Em Breve: “Dispare”, de Roger Mello


 

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Espetáculo abre no dia 12 de agosto, às 19h, a comemoração de 20 anos da Cia Boto-Vermelho no Teatro Alcione Araújo da Biblioteca Parque Estadual.

 Mais uma oportunidade de assistir a primeira direção de Roger Mello- Nobel de Literatura Infantojuvenil/Prêmio Hans Christian Andersen 2014, pelo conjunto de sua obra, prêmio de melhor autor, e ilustrador, do ano na China em 2014  e indicado ao Prêmio “Faz Diferença” do jornal O Globo como personalidade do ano em 2014.

“Dispare” é a terceira parte de uma trilogia iniciada no ano de 2003, com a montagem de ELOGIO DA LOUCURA, inspirada na obra de Erasmo de Rotterdam e encenada com sucesso no Teatro III do CCBB/RJ. Primeiro texto teatral do autor para o público adulto, alcançou grande repercussão: “A adaptação de Roger Mello enfrenta com coragem o caráter “declamativo”, retirando das próprias “informações”, contidas no texto referências estilísticas para a sua transposição cênica. Elogio da Loucura emerge no palco numa multiplicidade de estágios narrativos capazes de traduzir, ora em forma de farsa, ora de pantomima, e algumas cenas até em discurso direto, a essência da obra inspiradora”-Macksen Luís – Jornal do Brasil. Com o seu novo texto “Dispare”, o premiado escritor e ilustrador estreia na direção. Convidamos os filósofos Regina Schöpke e Mauro Baladi. “Por uma filosofia da diferença”, de Regina Schöpke, foi uma das principais referências nessa investigação teatral. O livro fala de um ser que não é mais pensado como identidade e sim como multiplicidade, um “díspar”, (do latim dispare) um simulacro em meio a outros simulacros, sem mais modelos, sem paradigmas. Roger construiu a história de um “Eu” partido, um “Eu” múltiplo, revelando que no fundo somos “muitos”, somos todos os “outros” que falam em nós, que nos constituem. Para tanto, o autor/diretor mergulhou em um laboratório com os atores e a equipe de criação, estabelecendo a partir daí a sua forma – sem fôrma – de nos contar esta história. Todos nós somos uma parte de seu “Eu” e ele uma parte de nosso “Eu”. Onde ele começa e onde nós começamos? “Dispare”  recebeu também ótimas críticas em sua temporada de estreia em 2011 no Espaço Rogério Cardoso do Teatro da Casa de Cultura Laura Alvim/Rio de Janeiro: …há que se reconhecer a sintonia entre o material dramatúrgico e o espetáculo, cuja dinâmica cênica foge por completo ao realismo e coloca o espectador em um estado de permanente perplexidade. Valendo-se de marcas expressivas e criativas, o diretor Roger Mello consegue o que me parece que possa ter pretendido: priorizar uma sensação de estranhamento, talvez semelhante àquela que sentimos quando não conseguimos lidar com o caos nosso de cada dia.

Com relação ao elenco, os quatro intérpretes exibem total capacidade de entrega, além de inegáveis recursos expressivos, tanto vocais como corporais. Cabe também registrar a forte contracena que estabelecem, sempre plena de energia e variadas emoções. Na equipe técnica, Roger Mello assina uma cenografia que atende a todas as necessidades do espetáculo, a mesma eficiência presente nos sombrios e algo futuristas figurinos de Ney Madeira, Pati Faedo e Dani Vidal, sendo excelente a luz de Ricardo Schöpke e ótima a direção de movimento de Roberta Repetto. (Lionel Fischer). Depois de dois meses de temporada no Rio de Janeiro, DISPARE fez uma turnê nacional em Brasília, no Teatro OI Brasília e indo em seguida para o Teatro Municipal de Pirenópolis em Goiás. Em 2012 “Dispare”  estreou a sua carreira internacional, com seis sessões no mais importante teatro da América Latina: Teatro Solís de Montevidéu-Uruguai. O espetáculo quebrou o recorde de público da Sala Zavala Muniz. Estaremos realizando neste ano mais uma temporada carioca, uma turnê nacional, e em 2016, uma turnê internacional. Nossa turnê internacional inicia-se em abril do ano que vem no importante e prestigiado Theater Gasteig em Munique na Alemanha, onde apresentaremos “Dispare” na sala Black Box, com legendas em alemão.

Foto DISPARE - 15

Sinopse:

A ação de DISPARE tem início como aquela cena decisiva de filme policial em que o personagem se vê multiplicado em uma sala de espelhos. Um disparo poderia atingir o próprio assassino, seu reflexo ou o reflexo de seu reflexo. Aqui, o EU estilhaçado revela três personagens denominados EU. Os três percebem que lidar com a própria identidade vai se revelar um jogo arriscado: o embate do Homem consigo mesmo através dos tempos. As crises do “eu” serão revividas através de conflitos étnicos e territoriais, relembrando a história e manipulando o futuro. Os três ensaiam diversas formas de se matar, sem obter êxito. Tentam se lembrar de como se fazia sexo, mas não conseguem. Em DISPARE, o corpo não parece mais ser um lugar seguro. Um EU acusa os outros dois de impostores: seriam sósias, clones ou replicantes? O clima é de mistério, a única verdade é um disparo ainda não consumado. O próprio disparo pode ser uma farsa. O título insinua uma metáfora na ideia do embate com o díspar, o diferente, o outro.

FICHA TÉCNICA
DISPARE- foto oficial 01Texto, direção, cenografia e direção musical Roger Mello.
Pesquisa e consultoria de filosofia Regina Schöpke e Mauro Baladi.
Direção de produção Ricardo Schöpke.
Assistência de direção Artur Gedankien.
Elenco Artur Gendankien, Ludmila Wischansky, Pedro Cavalcante e Ricardo Schöpke.
Figurino Ney Madeira, Pati Faedo e Dani Vidal.
Direção de movimento Roberta Repetto.
Arquitetura de luz Ricardo Schöpke.
Fotos Martin Atme
Assessoria de imprensa Ricardo Schöpke – Cia BOTO-VERMELHO.
Realização Cia BOTO-VERMELHO.

SERVIÇO:
Local: Teatro Alcione Araújo
Endereço: Av. Presidente Vargas, 1261 – Centro – Estação Presidente Vargas do Metrô
E-mail: programacao.bpe@bibliotecasparque.rj.gov.br
Temporada: 12 de agosto a 18 de setembro. Quartas, quintas e sextas às 19h
Valor: R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 (meia). Cadastrados nas Bibliotecas Parque têm direito à meia entrada.
Capacidade: 195 lugares
Classificação: 12 anos
Gênero: drama
Duração: 55 minutos
Assessoria de imprensa: Ricardo Schöpke.E-mail:
assessoria@ciabotovermelho.com.br

Ricardo Schöpke
Diretor Artístico
CIA BOTO-VERMELHO

Diretor artístico da CIA BOTO-VERMELHO, onde exerce as funções de produtor, ator, encenador, cineasta, diretor de arte, cenógrafo e arquiteto de luz. A Cia conta com um total de 26 indicações de prêmios nacionais (Coca-Cola, Mambembe, Isnard Azevedo, Blumenau, FETAERJ, ente outros). No teatro, Schöpke produziu, dirigiu e atuou em “Dispare” (2011) de Roger Mello, “João por um Fio” (2011) de Roger Mello, “O Travesseiro” (2011) de Kiko Marques – turnê carioca -,“Terra S.A” (2009) de Rodrigo Brand, “Acrobatas” (2005) de Tankred Dorst, “Ah, Cambaxirra se eu Pudesse” (2003) de Ana Maria Machado, “Caminhos de João Brandão – Remix” (2002) de Carlos Drummond de Andrade, “Sonho de uma Noite de Verão” (2001) de William Shakespeare, “Um Pequeno Príncipe” (1999) de Regina Schöpke e Mauro Baladi, “Que Bicho Será” (1997) de Angelo Machado, “Caapora” (1996) de Herberto Salles, “Pietro e Pietrina”(1996) de Patrícia Bins, “A Estranha Maquina Extraviada” (1996) de Herberto Salles, “Curupira” (1995) de Roger Mello, “O País dos Mastodontes” (1994) de Roger Mello, “Uma História de Boto-Vermelho”(1993) – versão baiana -, e “Uma História de Boto-Vermelho” (1992) – versão carioca-, ambas de Roger Mello, entre outras. Na dança produziu o espetáculo “Já não Penso mais em Ti;” da Cia Márcia Rubin. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia por “Sapatinhos Vermelhos”. Foi indicado ao prêmio Mambembe de melhor diretor e ao prêmio Isnard Azevedo de melhor iluminação por “Curupira”. Foi indicado ao prêmio Coca-Cola de melhor produção por “Sapatinhos vermelhos” e ao prêmio Paschoalino de melhor iluminação por “Acrobatas”. Foi considerado pelo jornal O GLOBO como um dos cinco melhores atores de teatro infanto-juvenil em 1994, pelo seu trabalho em “O País dos Mastodontes”. Ricardo fundou o CBTIJ (Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude) e fez parte da primeira diretoria colegiada como tesoureiro, revitalizou o espaço da infância e juventude, como enviado especial e crítico de teatro infantil e juvenil do JORNAL DO BRASIL, implantou e escreveu críticas de teatro infantil – e também de teatro adulto – no site QUESTÃO DE CRÍTICA, foi curador internacional da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra- e jurado do FATE 2010. Atualmente é Presidente do colegiado da RENATIN Rio de Janeiro – Rede Nacional de Teatro para a Infância e Juventude. Foi Diretor Secretário da ARTB e colaborador do O GLOBO- Caderno PROSA & VERSO. Organizou o I Seminário Internacional de Teatro para a Infância e Juventude no Brasil, realizado no CCBB/RJ. Idealizou o projeto de Mapeamento do Setor das Artes Cênicas para a Infância e Juventude no Brasil, que terá como produto final um catálogo de luxo e um link no site da Cia Boto-Vermelho.

É gestor cultural do projeto de desenvolvimento da cultura no Uruguai em intercâmbio com a Cia Boto-Vermelho. É integrante da RIEA – Rede Interamericana de Escuelas de Actuación -, e o representante do Brasil na núcleo de países que residem no Espacio Cultural Federico Garcia Lorca. Está dirigindo e roteirizando os longas-metragens “Em Busca da Identidade – Um Caminho para Berlim” e “Uma Grande Sacada- A Ascensão do Vôlei no Brasil”. Está escrevendo o livro de 20 anos de criação da Cia Boto-Vermelho. É especialista em enquadramento de projetos, captação de recursos e implantação de marketing cultural em empresas nacionais e multinacionais, de mais de 30 projetos. Administrou por três vezes o Teatro Ziembinski. É editor de críticas para a infância e juventude, e escreve também críticas adultas, no ALMANAQUE VIRTUAL DA UOL- Cultura em movimento.

Roger Mello
Autor da Cia

Roger Mello é escritor, ilustrador e dramaturgo. Nasceu em Brasília, em 1965. Ilustrou mais de cem títulos, vinte e dois deles escritos também por ele. Formado em Design pela ESDI/UERJ, trabalhou com Ziraldo na Zappin. Recebeu inúmeros prêmios no Brasil e no exterior por seu trabalho como ilustrador e escritor. É considerado hours concours pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil que, além de lhe conceder vários prêmios, o indicou para o Prêmio Internacional Hans Christian Andersen 2010 e 2012 na categoria ilustrador, classificando-se como um dos 5 finalistas tanto em 2010 como em 2012. Vencedor do Prêmio Internacional Hans Christian Andersen 2014, concedido pelo International Board on Books for Young People (IBBY), é considerado o Prêmio Nobel da Literatura Infantil e Juvenil. Da Câmara Brasileira do Livro, Roger foi agraciado nove vezes com o Prêmio Jabuti. Foi premiado pela Academia Brasileira de Letras e, na União Brasileira dos Escritores, pelo conjunto de sua obra.

Participou de diversas feiras internacionais de livros como Catalunha, Roma, Frankfurt, Bolonha, Gotemburgo, Brooklyn (Brooklyn Public Library), Sarmede (Le Immagini Della Fantasia), Nova Dehli, Padova (I Colori del Sacro), Ilha de Nami (Coréia do Sul), Bogotá, Santo Domingo, Havana. Seu livro “ Meninos do Mangue “ recebeu o prêmio internacional de melhor livro do ano da Fondation Esapce Enfants (Suíça) em 2002.

Juntamente a outros autores brasileiros, foi homenageado na Escale Brésil do Salão de Montreuil na França em 2005. No mesmo ano, suas ilustrações sobre os versos populares do livro “Nau Catarineta “estiveram em exposição itinerante pelas bibliotecas de Paris. Três de seus livros (A Flor do Lado de Lá, Todo Cuidado é Pouco!, Meninos do Mangue) constaram da “lista de livros que toda criança deve ler antes de virar adulto”, publicada pela Folha de São Paulo em 2007. Sua obra esteve em Exposição individual intitulada DAS FANTASCTISCHE FARBENRICH des brasillianischen Ilustrators ROGER MELLO – de 30 de novembro de 2011 a fevereiro de 2012 na INTERNATIONALE JUGENDBIBLIOTHECK, Castelo de Blutenburg – Munique, Alemanha, com curadoria da FNLIJ. A mesma integra atualmente o projeto de Exposições Itinerantes da Internationale Jugendbibliotheck (em atividade até dezembro de 2014) exposta neste mesmo ano nas cidades alemães de Colônia, Wetzlar e em Frankfurt, no mês de outubro, no Struwwelpeter Museum. De janeiro a abril de 2013, as ilustrações de seu livro Jean Fil à Fil, publicada na França pela Editora MeMo, estiveram em exposição em La Maison des Contes e des Histoires. Integrou o conjunto de autores brasileiros convidados a participar, em 2013, no Ano do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt, com organização da Fundação Biblioteca Nacional. 3 de seus livros: Meninos do Mangue, João por um Fio e Cavalhadas de Pirenópolis foram lançados em Agosto na China pelo Grupo Anhui Editores integrando o Andersen Project. Autor dos textos teatrais Uma História de Boto-Vermelho, País dos mastodontes, Curupira, Elogio da Loucura (baseado na obra de Erasmo de Rotterdam), Meninos do Mangue, da criação da peça Entropia e João por um Fio, os 5 últimos trabalhos encenados no Teatro III e Teatro II do CCBB/RJ respectivamente nos anos de 1996, 2003, 2005, 2008 e 2011. Escreveu e dirigiu a peça Dispare apresentada em 2011 na Casa de Cultura Laura Alvim e em 2012 no Teatro Oi Brasília e em Montevidéu, Uruguai (Teatro Solís). Venceu o prêmio Coca-Cola de Teatro Infantil (Melhor Texto) com Uma História de Boto-Vermelho. O curta Cavalhadas de Pirenópolis (dirigido por Adolfo Lachtermarcher baseado em livro homônimo de Roger) foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Gramado. O roteiro de Meninos do Mangue (em parceria com Adolfo Lachtermacher) foi selecionado para o Laboratório SESC Rio de Roteiros para Cinema.

 


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