Em Breve: Eugênia


 

Eugenia- Foto-Credito-Thiago Sacramento

“Eugênia” estreia dia 11 de abril no Teatro Maria Clara Machado, na Gávea
Espetáculo dirigido por Sidnei Cruz traz a atriz Gisela de Castro em seu primeiro monólogo.

O público carioca vai conhecer outra parte da história de Dom João VI.  Estreia dia 11 de abril, no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea, a comédia “Eugênia”, com texto de Miriam Halfim e direção de Sidnei Cruz. Com horário de sexta a domingo, às 20h30, a peça traz a atriz Gisela de Castro em seu primeiro monólogo como Eugênia José de Menezes, filha do governador de Minas Gerais, que teve um romance com Dom João VI, engravidou e foi expulsa da Corte, sendo exilada num convento. O projeto foi contemplado no Programa de Fomento à Cultura Carioca.

A partir de uma ampla pesquisa histórica, a escritora Miriam Halfim criou o texto onde Eugênia conta, com muito humor e ironia, sobre seu envolvimento com o Príncipe Regente de Portugal. Conhecido por seu desleixo corporal e apetite voraz para devorar um frango assado inteiro, Dom João marcou seu nome na história – ora como covarde e preguiçoso, ora como um generoso monarca, amigo do povo, que deixou importante legado para o Brasil. Entre os livros usados como material bibliográfico para a encenação, estão “O português que nos pariu”, “1808”, “Carlota Joaquina, a rainha devassa”, “1822” e “O segredo da bastarda”.

Gisela, na pele da personagem que emerge do mundo dos mortos para contar sua versão dos fatos históricos, revela os meandros da nobreza, as farsas dos governantes e as artimanhas para abafar um escândalo real: do romance entre a jovem e o príncipe, nasce uma bastarda, que vive por vários anos no claustro de um convento distante.

A peça pretende discutir o papel da mulher na formação da identidade brasileira, levantando questões de gênero ao longo da história, mas lançando um olhar contemporâneo sobre a mulher do final do século XVIII e início do XIX. Quem foi Eugênia – bela, sedutora, amada, usada, grávida, confinada em um convento? O intuito é revelar o feminino oculto e velado dentro de uma sociedade machista. O que significava/significa ser esposa, amante, concubina, mãe, freira, escrava, prostituta, bastarda? O Brasil é uma nação de Bastardos? A ideia é revelar ao público a história inédita dessa mulher – cujo enredo conta muito da história do Brasil, vista por de trás dos panos.

A história real é um verdadeiro folhetim que, na peça, vira uma saga recheada de sedução, com espírito de aventura, cuja discussão perpassa tanto pelo trágico como pelo cômico.

O diretor – Sidnei Cruz é dramaturgo, diretor, gestor cultural e, atualmente, gerente de Cultura da Escola Sesc. Criador dos projetos Palco Giratório: Rede Sesc de intercâmbio e difusão das Artes Cênicas e Dramaturgia e mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais, ele publicou o livro “Palco Giratório, uma difusão caleidoscópica do teatro” e ainda realizou, no Sesc/DN, interlocuções para o programa de TV “conversa sobre as artes” com vários artistas. Suas mais recentes encenações são:  “Relicário” e “Beco do Bandeira” (com o Bando Filhotes de Leão), “O Samba Carioca de Wilson Baptista”, “O Auto da Compadecida” (com a Cia Limite 151), além da supervisão cênica de “Chico Prego” (com o grupo Makuamba-ES)

A atriz – Gisela de Castro é atriz profissional desde 1999 e trabalhou com os diretores Márcio Vianna, Domingos Oliveira, Diego Molina, Michel Bercovitch, Paulo Hamilton, Antonio Quinet, Gilberto Gawronski, Moacir Chaves, Bianca Byington e Luís Igreja.  Entre os trabalhos realizados estão “As três irmãs”, de Tchekhov (dirigido por Morena Cattoni), “Os Sapos” (com texto e direção de Renata Mizrahi), “Sarau das Putas” (com dramaturgia e direção de Ivan Sugahara) e “Linha Reta e Linha Curva”, de Machado de Assis (direção Dudu Sandroni).  Entre os infantis, destacam-se “Joaquim e as estrelas”, de Renata Mizrahi e “Bisa Bia, Bisa Bel”, de Ana Maria Machado – nove indicações a prêmios.  No cinema atuou nos longas “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat e “Mulheres do Brasil”, de Malu de Martino.  Como produtora, assinou a produção e codirigiu “O Pequenino Grão de Areia” de João Falcão – Prêmio Zylka Sallaberry de melhor espetáculo de 2006 e “Procura-se Hugo”, de Diléa Frate, com a Companhia do Gesto.

Sinopse:

Eugênia José de Menezes, filha do Governador de Minas Gerais no final do século XVIII, engravida de Dom João VI e, para evitar escândalos, é banida da corte. Ela volta do mundo dos mortos para relatar a sua versão dos fatos, ironizando a atual política no Brasil.

Fotos: Thiago Sacramento.

FICHA TÉCNICA
Texto – Miriam Halfim
Direção – Sidnei Cruz
Interpretação – Gisela de Castro
Direção musical, composição e execução – Beto Lemos
Cenário – José Dias
Figurino, adereços e design de aparência – Samuel Abrantes
Iluminação – Aurélio de Simoni
Direção de Produção – Maria Alice Silvério
Assistente de Direção – Viviane Soledade
Assistentes de Produção – George Luis Prata, Anderson Kiroviski e Carolina Godinho
Assistente de Figurino – Rosa Ebee
Preparação Corporal – Morena Cattoni
Preparação Vocal – Verônica Machado
Fotos e Programação Visual – Thiago Sacramento
Assessoria de Imprensa – Armazém Comunicação

SERVIÇO:
Eugênia
Estreia dia 11 de abril
Horário: sexta, sábado e domingo, às 20h30
Teatro Maria Clara Machado (Planetário da Gávea)
Endereço: Rua Padre Leonel Franca, 240, Gávea
Tel: 274-7722
Ingressos: inteira R$ 30,00, meia R$ 15,00
Capacidade: 120 pessoas
Duração: 55 min
Classificação: 14 anos
Gênero: Comédia
Temporada: 11 de abril a 31 de maio de 2015


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