Estreia: Juvenal, Pita e o Velocípede


 

JUVENAL, PITA E O VELOCÍPEDE (Divulgação) © Renato Mangolin 010

 “Juvenal, Pita e o Velocípede” estreia no dia 04 de julho no Centro Cultural da Justiça Federal.

Criação da Pandorga Companhia de Teatro, monólogo com Eduardo Almeida e texto de Cleiton Echeveste resgata as memórias da infância 

Integrante do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, Cadu Cinelli é o diretor convidado da quarta montagem infantojuvenil da Pandorga

Juvenal tem cinco anos de idade e adora brincar com o seu velocípede. Um dia descansando embaixo de um cajueiro, ele conhece uma menina chamada Pita. Eles se tornam amigos inseparáveis e vivem grandes aventuras a bordo de um velocípede construído pelo tio do menino. No monólogo “Juvenal, Pita e o velocípede”, o ator Eduardo Almeida empresta as próprias lembranças da infância para contar as histórias do menino Juvenal. A peça é uma criação coletiva da Pandorga Companhia de Teatro com dramaturgia de Cleiton Echeveste.  Integrante do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, Cadu Cinelli é o diretor convidado da quarta montagem infantojuvenil da Pandorga. A peça fica em cartaz de 04 de julho a 13 de setembro, no Centro Cultural Justiça Federal.

 O projeto surgiu da vontade do ator Eduardo Almeida de fazer uma montagem sobre as memórias da infância. Além das histórias pessoais e da equipe, o livro “Os fantásticos livros voadores de Modesto Máximo”, de William Joyce, foi uma das obras usadas durante o processo de pesquisa e de criação do espetáculo. Em “Juvenal, Pita e o velocípede”, o cenário é o próprio teatro e o público é convidado a se sentar em cadeiras e almofadas colocadas no palco em um semicírculo voltado para as poltronas vazias. Os únicos objetos cénicos são um velocípede grande desenhando e construído especialmente para a peça e um presente embrulhado.

Um teatro foi o lugar escolhido por Pita para reencontrar o amigo de infância que ela não vê há 30 anos. Juvenal hoje tem cerca de 40 anos. Enquanto espera a amiga chegar no teatro, ele relembra diversas histórias dos tempos de criança: como ele recebeu o nome de Juvenal, o dia em que ganhou o velocípede do tio, a paixão pelo personagem japonês Ultraman, como ele conheceu a Pita, entre outras.

Para viver o Juvenal, Eduardo Almeida passou por uma transformação física nos últimos meses: raspou a cabeça, deixou a barba crescer e furou as orelhas. Em cada sessão, o ator usatatuagens temporárias espalhadas pelo pescoço, os braços, as mãos e os dedos. Reveladas aos poucos durante a performance, as imagens fazem referência ao mundo do Juvenal e da própria infância do ator, como a tatuagem com o rosto do Ultraman e o nome do personagem escrito em japonês. “Eu sempre fui apaixonado pelo Ultraman, assistia a todos os episódios e até cantava em japonês”, conta Eduardo. “A trilha sonora que o Rudi Garrido criou foi toda inspirada no tema do seriado. É como se ele pegasse a música e colocasse de traz pra frente, de ponta a cabeça”, revela o ator.

Como ator, contador de histórias e integrante do grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, o diretor Cadu Cinelli levou para a montagem a perspectiva do narrador. “O teatro é um lugar para se viver o lúdico, um lugar de encontros e que nos permite ver o que não existe. Durante o processo de criação, nunca perdi de vista que nós estamos ali para contar uma boa história”, explica Cadu, que lembra que a peça é para toda a família.

SOBRE A PANDORGA COMPANHIA DE TEATRO

Fundada em 2006, a Pandorga Companhia de Teatro é formada por André Roman (ator e produtor), Cleiton Echeveste (dramaturgo e diretor), Eduardo Almeida (ator e produtor) e Jan Macedo (ator).

A primeira montagem do grupo foi em 2007: “O menino que brincava de ser”. A peça teve várias temporadas no Rio de Janeiro e participou de festivais e mostras em Minas Gerais, Brasília e São Paulo. Em 2012, foi a vez de “Cabeça de vento”. A peça participou de diversos festivais de teatro na cidade e em outros estados (Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina). O espetáculo recebeu um total de treze prêmios nos Festivais Nacionais de Teatro de Guaçuí/ES, Duque de Caxias/RJ e Ponta Grossa/PR, além de três indicações ao 7º Prêmio Zilka Salaberry, nas categorias ator (Jan Macedo), figurino (Daniele Geammal) e produção. Foi o único grupo brasileiro selecionado para o 8º FESTECA, em Luanda, Angola. Em 2013, a peça foi lançada em livro pela Giostri Editora (SP).

O terceiro espetáculo infantojuvenil estreou em 2013: “Conto d’água”. Atualmente, além da estreia de “Juvenal, Pita e o velocípede”, a companhia trabalha na montagem de seu primeiro espetáculo adulto, “Refugo”, ainda sem previsão de estreia.

O site oficial da companhia é: pandorgaciadeteatro.wordpress.com

FICHA TÉCNICA
JUVENAL, PITA E O VELOCÍPEDE (Divulgação) © Renato Mangolin 022Elenco: Eduardo Almeida
Direção: Cadu Cinelli
Dramaturgia: Cleiton Echeveste
Figurino e Cenário: Daniele Geammal
Iluminação: Ricardo Lyra Jr.
Direção Musical: Rudi Garrido
Direção de Movimento e Preparação Corporal: Jan Macedo
Visagismo: Francisco Leite
Construção do Velocípede: Garlen Bikes e Marcelo Huguenin
Pintura de arte do velocípede: Renato Marques
Design Gráfico: Fernando Nicolau
Fotografia: Renato Mangolin
Assistência de Produção: Lucimar Ferreira
Produção: André Roman e Eduardo Almeida
Realização: Pandorga Companhia de Teatro, Pita Produções e AR Produções
Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Avenida Rio Branco, 241, Cinelândia – Centro
Informações: 3261-2550
Site do CCJF: www.ccjf.trf2.jus.br
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Temporada: de 04 de julho a 13 de setembro de 2015
Atenção: Não haverá espetáculo nos dias 25 de julho e 29 de agosto
Dias e horários: Sábados e domingos, às 16h
Duração: 55 minutos
Classificação: livre. Recomendando para crianças acima de 6 anos
Lotação: 88 lugares

​Assessoria de imprensa do espetáculo
Bianca Senna
bianca@astrolabiocom.com.br

Paula Catunda
paula.catunda@gmail.com​


Palpites para este texto:

  1. Na travessia perante o irreconciliável, que tanto nos demora “já que que a espera é certa”, encontraremos Juvenal e ele pouco desconfia que não estamos lá só à espera de Pita. Espetáculo primoroso, delicado, passagem ao certo que vale buscar! Obrigado por acrescentar com o que valeu cada olhar, mesmo de longe…

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