Estreia RJ: Se Vivêssemos em um Lugar Normal


 

SE VIVÊSSEMOS - foto Ingrid Anne 06

Obra literária do mexicano Juan Pablo Villalobos ganha versão inédita para o teatro pela Cia Teatral Milongas

‘Se vivêssemos em um lugar normal’ é a primeira adaptação para o teatro da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, autor de contos, crônicas e críticas de cinema e literatura.  O livro faz parte de uma trilogia sobre o México, que começou com o aclamado ‘Festa no covil’ (2010), e se encerrou com o recém-lançado ‘Te vendo um cachorro’ (2015), ambos abordando o tema da violência, da desigualdade e da injustiça. A montagem, que fez sua pré-estreia durante o Festival de Teatro de Curitiba em março deste ano, estreia no Rio de Janeiro, no dia 11 de setembro no Espaço Sesc Tijuca –

Teatro II, com sessões de sexta a domingo, às 19h, até 27 de setembro. Ao final da primeira sessão, Juan Pablo Villalobos participa de um bate-papo com o público sobre o livro que originou a montagem.

Encenada e adaptada por Roberto Rodrigues, o romance, de texto conciso, direto, leve, bem-humorado e às vezes irônico, narra a saga de Orestes, um dos sete filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica, mestre em propagar todo tipo de impropérios, e a mãe, uma típica personagem do melodrama mexicano.  Dentro da “caixa de sapato”, apelido da casa em que vivem, no Morro da Puta que Pariu, o protagonista tenta entender sua situação econômica e mudar o curso de sua própria sorte.

Na iminência de ver a pequena moradia ser demolida pela chegada de um empreendimento imobiliário de alto padrão, cada membro da família cria subterfúgios, muitas vezes delirantes, para lidar com uma realidade cada vez mais opressiva. É neste cenário, sob o ponto de vista do personagem central, oscilando entre o adolescente entediado e o adulto raivoso, que se dá a sua percepção da luta de classes e do papel insignificante que a sua família ocupa no mundo.

‘A realidade de Orestes se mesclava à minha, e o livro trazia o verbo potente e ácido o suficiente que eu buscava já tinha um tempo, inspirado por grandes espetáculos como “O Pregoeiro”, “Descoberta das Américas”, “Estamira” e outros que possuem ironia, comédia e poesia em tons minuciosamente pensados, intuídos e valorizados pelos artistas que as representam’, enfatiza Roberto.

Sozinho em cena, o ator/personagem conta sua história, interpretando diversos papéis em um rico processo de composição corporal e vocal. A partir de um cenário composto apenas por um cubo de madeira, cria-se, com elementos puramente teatrais, a visualização dos espaços presentes na história. A trilha sonora assinada pelo compositor e músico Victor Hora, executada apenas com trechos de guitarra e violão, revela uma influência da viola country, do dedilhado brasileiro do samba e das tonalidades da música do sertão nordestino. No final entra um blues com pegada brasileira.  De uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, essa história resultará em uma encenação deliciosamente subversiva.

SE VIVÊSSEMOS - foto Ingrid Anne 07

PREMIAÇÃO EM FESTIVAIS DE ESQUETES

Uma das cenas que compõe o espetáculo ‘Se vivêssemos em um lugar normal‘ foi apresentada em dois festivais de esquetes, com um ótimo retorno da crítica especializada e do público presente. No ‘Festival Niterói Em Cena de Esquetes 2014 – RJ’ a performance recebeu três prêmios: 3º lugar na categoria Melhor Esquete, Melhor Ator da Mostra Adulta e Melhor Esquete na categoria Júri Popular. Também foi indicado nas categorias Melhor Direção e Melhor Texto, no ‘Festival Breves Cenas 2014 – AM’, a apresentação recebeu Menção Honrosa do Júri Técnico.

SINOPSE

“Se vivêssemos em um lugar normal” é a primeira adaptação para o teatro da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos. Interpretada por Roberto Rodrigues, a história narra a saga de Orestes, um dos sete filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica, mestre em propagar todo tipo de impropérios, e a mãe, uma típica personagem de dramas mexicanos. Dentro da “caixa de sapato”, apelido que a família dá a casa em que vivem, no morro da “Puta que pariu”, o protagonista tenta entender sua situação econômica e mudar o curso de sua própria sorte. De uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, essa tragicomédia resultará em uma encenação deliciosamente subversiva.

Fotos: Ingrid Anne

Serviço
Se vivêssemos em um lugar normal

SE VIVÊSSEMOS - foto Ingrid Anne 01Gênero: tragicômico
Temporada: 11 a 27 de setembro de 2015.
Teatro: Espaço Sesc Tijuca – Teatro II
Dias: sexta, sábado e domingo.
Hora: 19h
Endereço: Barão de Mesquita, 539 – Tijuca
Telefone: 3238 -2167
Valor: R$8 (inteira) R$4 (meia) R$2 (associados)
Faixa Etária: 14 anos
Bilheteria: Terça a sexta das 7h às 21h –
Sábados, domingos e feriados, às 18h.
Capacidade: 50
Duração: 60 minutos

Ficha Técnica
Texto: Juan Pablo Vilallobos
Atuação e adaptação: Roberto Rodrigues
Artistas Colaboradores: Breno Sanches, Jane Celeste e Maria Celeste Mendozi.
Figurino: Bruno Perlatto
Iluminação: Adriana Milhomem
Operador de Luz: Rafael Tonoli
Trilha sonora: Victor Hora
Designer: Ivi Spezani
Realização: Cia Teatral Milongas
Produção: Pagu Produções Culturais
Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues (agência Aquela que Divulga)

 


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