Crítica: Giuseppe Grill


 

Há uns 6 anos atrás abriu no Leblon o “Giuseppe Grill”, que com o passar dos anos passou a se notabilizar como a melhor steak house do bairro. Ao longo desses anos frequentei a casa com certa assiduidade e devo reconhecer que a jamais me decepcionou. Apesar da excelência de suas carnes, no Giuseppe também é possível comer peixes e frutos do mar da melhor qualidade.

Recentemente a casa, localizada na avenida Bartolomeu Mitre, ganhou um belo concorrente, a parrilla uruguaia do Gonzalo, há aproximadamente 200 metros do Giuseppe. Mas não acho que uma elimina a outra, acho que são até complementares e existe público para ambas. Tanto que quem passar no domingo à tarde em frente as duas, verá longas filas de espera. No Giuseppe, assim como no Gonzalo, aconselho a fazer reserva, pois enchem também nos dias de semana à noite. O Guiseppe possui ainda um restaurante no centro, mas confesso que nunca fui nesse.

No Giuseppe tudo começa pela recepção do maitre da casa, o Didi, na minha opinião, o melhor maître do Rio de Janeiro. Sempre acolhedor, solicito, um especialista na arte de bem receber, bem servir e deixar o cliente satisfeito. O ambiente é agradável, com mesas com boa distância entre as outras, algo difícil no restaurantes novos. Se você for no CT Boucherie, por exemplo, você fica sentado praticamente na mesa do vizinho. Cozinha separada do salão por um enorme vidro, aonde podemos acompanhar à distância a feitura dos pratos e com peixes e crustáceos a mostra, aonde podem ser escolhidos a vista de todos. Na parede quadros estilizados com a figura de vacas, produzidos por artistas do quilate de um Rubens Gerchman, de um Rubem Grilo, ou ainda Gianguido Bonfanti, Bea Machado, Nelson Felix, Daniel Senise, entre outros. Na clientela, gente sempre bonita e elegante. Impossível ir lá e não dar de cara com um artista, escritor, diretor ou jornalista famoso. Mas seja anônimo ou famoso, o atendimento sempre é perfeito.

A casa possui uma bela carta de vinhos. Aconselho a pedir juntamente com o couvert uma porção da “Delícia da Dona Gema”, uma exclusividade da casa. A iguaria foi criada em Minas Gerais por Dona Gema, mãe do maître Didi, que a colocou no cardápio da casa e logo ganhou popularidade entre seus frequentadores. É difícil definir a “Delícia da Dona Gema”, mas diria que é basicamente uma mistura de pão de queijo com biscoito polvilho.

Uma linguicinha de entrada também é aconselhável. As carnes são de primeiríssima qualidade, recomendo a “picanha supra sumo”, o “ojo de bife” e meu favorito: “a alcatra de cordeiro”. Os peixes são pescados no dia e como costuma dizer mestre Didi: “pescadas na flor da água”, seja lá o que isso queira dizer.

Nesta semana de novembro, éramos uma mesa com 4 pessoas. Duas foram de peixe, o vermelho. Outra pessoa da mesa foi de camarão, acompanhado de arroz de limão siciliano. Eu fui de alcatra de cordeiro, acompanhada por uma farofinha de ovo e batata suflê. Mestre Didi tira pessoalmente a espinha do peixe e afirma que se alguém encontrar uma espinha quando for ele o executante, o cliente não paga a conta. Até hoje ainda não demos a sorte de encontrar um espinho para sairmos sem precisar encarar a “dolorosa”. O camarão com arroz siciliano, que já comi em outras oportunidades estava lindo. Mas minha alcatra de cordeiro estava uma maravilha, divino.

De sobremesa, petit gateau com sorvete.

No Giuseppe Grill não tem erro, a noite é sempre perfeita. A conta: 4 pessoas, couvert, entradinhas, 1 garrafa de vinho e sobremesa: R$ 560,00.

Não tem jeito, sou fã de carteirinha da casa.

Giuseppe Grill
Avenida Bartolomeu Mitre 370, Leblon
Tel: 2249-3055


Palpites para este texto:

  1. Seu entusiasmo pela casa me contagiou. Vou lá.

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