Infantil: Um Time Show de Bola


 

Quem acompanha o Botequim Cultural já sabe o quanto admiramos Juan José Campanella(como pode ser visto AQUI) e o cinema argentino como um todo. Somando-se a isso o fato de que tenho uma filha de 5 anos, acaba fazendo de “Um Time Show de Bola”, a primeira animação dirigida por esse mestre da narrativa, um programa obrigatório, ainda mais num ano que ainda não apresentou grandes filmes de animação.

Para começar, registro aqui a péssima tradução do título, no original “Metegol”, para “Um Time Show de Bola”. Metegol é na verdade, como se chama em espanhol o que no Rio de Janeiro conhecemos como “totó”, em São Paulo “pebolim” e em Portugal “matraquilhos”. Mas minha restrição ao filme se resume apenas a esse fato, porque de resto, o filme é muito bom.

Não chega a ser surpreendente o êxito artístico do projeto, afinal os roteiros são o forte dos filmes de Juan José Campanella e num filme de animação rodado todo em estúdio, tendo uma boa base para se trabalhar, excluí-se todos os riscos externos que poderiam prejudicar o êxito final.

A história é baseada num conto do escritor e cartunista argentino Roberto Fontanarrosa.  O filme se passa numa pequena cidade, aonde vive Amadeo, um jovem tímido que trabalha num bar, é um craque do totó e é apaixonado por uma menina chamada Laura. Mas a sua vida e de toda a cidade vai ser ameaçada quando Colosso, um jovem que abandonou a cidade após ser derrotado no jogo por Amadeo, retorna depois de se transformar no melhor jogador de futebol do mundo. Na verdade o sentimento que move Colosso nesse seu retorno é um só: vingança. Em meio aos perigos a que está exposto, Amadeo se depara com algo mágico, aqueles jogadores do seu jogo de totó tem vida e falam(pelos cotovelos). Em conjunto, Amadeo e seus jogadores irão se envolver numa enorme aventura para salvar a cidade e Laura.

Um detalhe interessante é que nunca vi tanto pai numa sala de cinema para assistir desenho animado. Por que será? Entre as animações que vi em 2013(devo ter visto quase todas), até o momento me pareceu a melhor, o que não surpreende, afinal, mesmo sendo desenho, ainda assim é um filme de Juan José Campanella.


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