Juliane Bodini Recebe o Prêmio Botequim Cultural


 
foto Renato Mello rsz_1img_1772_2                                                          Foto: Renato Mello

Por Renato Mello

Idealizada pelos atores Juliane Bodini e Luís Antônio Fortes, a adaptação teatral do filme do dinamarquês Lars Von Trier foi responsável por um dos melhores musicais de 2017: “Dançando no Escuro”.

Dirigido por Dani Barros, “Dançando no Escuro” possui algumas atipicidades em sua essência musical, começando por se compor de poucas canções e que fogem quase que por completo de todo um aspecto libertário, inclusive é bastante interessante a forma como de algum modo se contrapõe em seus princípios metalinguísticos com toda a luminosidade da peça citada em sua dramaturgia, “Noviça Rebelde”. Suas canções, compostas por Björk(traduzidas por Marcelo Frankel e Juliane Bodini) são complexas e exigem muito mais que uma interpretação afinada, mas que sejam sentidas de dentro para fora como forma de extrair a força que existe em sua densidade, que ganharam uma belíssima direção musical de Marcelo Alonso Neves.

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Foto: Nana Moraes

A atuação de Juliane Bodini é cativante pelos diferentes níveis que se utiliza para exprimir a intensidade interior do seu personagem, sem necessariamente explicitá-los, desde a composição física, a postura corporal comprimida que representa todo um estado psicológico e a expressividade,  atingindo um domínio vocal adequado não somente na técnica, mas também nas intenções com que permite um afloramento enternecido através de canções com bastante complexidade.

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Juliane Bodini e Luis Antonio Fortes – Foto: Renato Mello

É com imenso prazer que na presença de Luis Antonio Fortes, seu companheiro nesse projeto artístico, entregamos para Juliane Bodini a estatueta do Prêmio Botequim Cultural, idealizada por Edgar Duvivier, como Melhor Atriz na Categoria Teatro Musical por sua interpretação de Selma Jezyoká em “Dançando no Escuro”, aguardando desde já a expectativa de que novas temporadas possibilitem que um maior número  de espectadores possam ter a experiência de assistir a esse excelente espetáculo.


Palpites para este texto:

  1. Reconhecimento perfeito de um talento singular, classifico sua atuação como até um serviço de utilidade pública, tamanha influência no psiqué da natureza humana, exigindo reflexão e evolução.

  2. No cenário do certame, a cantora estará acompanhada por Mallu Magalhães, que tocará um instrumento enquanto a sua intérprete defende a canção. Mallu Magalhães compôs a canção que Beatriz Pessoa vai defender no Festival da Canção. Mas, então, como é que Portugal e Brasil, personificados nestas duas artistas, se cruzaram para o Festival da Canção?

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