Livro: O Poder do Ator


 

Por Renato Mello

images.livrariasaraiva.com.brBest-seller quando publicado no Estados Unidos em 2004, a Civilização Brasileira lança no mercado editorial brasileiro “O Poder do Ator – A Técnica Chubbuck em 12 Etapas”, visando compartilhar a técnica desenvolvida por sua autora, Ivana Chubbuck, que contribuiu para alavancar algumas das mais bem-sucedidas carreiras de Hollywood.

Partindo do princípio que cada experiência é um alicerce emocional para produzir uma forte intensidade dramática, mesmo os traumas ainda vividos na infância, pela forma como afetam nossos sentimentos e comportamentos na vida adulta, a autora demonstra em 12 etapas, com utilização de roteiros clássicos e contemporâneos, a aplicação do processo na análise dos textos empregando as próprias dores e a emoções interiores, não como um  fim, mas um processo de condução para o objetivo final.

No dia 11 de outubro, Bruna Fachetti e Marina Rigueira, professora certificada para ensinar a técnica no Brasil, estarão no Teatro Cesgranrio para um bate-papo aberto para todos os interessados sobre a técnica, com espaço para demonstração e perguntas. O evento será gratuito, haverá ainda o sorteio de um livro e de uma aula particular com Marina Rigueira. Quem quiser adquirir “O Poder do Ator” também poderá compra-lo com desconto no local.

Para falar um pouco mais sobre o lançamento do livro “O Poder do Ator” e a técnica desenvolvida por Ivana Chubbuck, conversamos com a atriz Bruna Fachetti, responsável pela tradução para o mercado editorial brasileiro.

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BC: – Você tomou contato com a técnica de Ivana Chubbuck através do seu trabalho como tradutora ou já havia estudado anteriormente?
BF: – Eu vinha estudando a técnica Chubbuck por alguns anos antes de ter a minha tradução publicada. Sempre tive um fascínio por Hollywood e pelo trabalho minucioso, rico e dinâmico de muitos atores de lá, então decidi pesquisar o que eles estudavam, e foi assim que conheci a técnica Chubbuck de atuação.

BC: – No que consiste basicamente a técnica?
BF: – São 12 etapas de análise do roteiro que levam à uma interpretação viva, real e dinâmica.

BC: – O que você considera de mais relevante na técnica Chubbuck?
BF: – O modo como ela usa as emoções não como um fim em si, mas como um meio para conquistar um objetivo. Você deixa de lado a vitimização para se tornar um vencedor na arte e na vida.

BC: – Que contribuição você acredita que a divulgação através da edição do livro “O Poder do Ator” pode trazer para os atores brasileiros?
BF: – Por se tratar de um passo a passo, eu acredito que o livro organiza de modo prático vários ensinamentos que já estudamos na teoria, permitindo-nos colocá-los em prática e sem esquecer de ferramentas tão importantes como o objetivo da personagem, por exemplo. O livro também ensina a transformar experiências pessoais em sucesso, ampliando a leitura não só para atores, escritores, diretores e etc., mas para todos aqueles que desejam transformar seus traumas pessoais em sucesso.

BC: – Além de tradutora, você é também atriz. Em que sentido essa imersão na técnica Chubbuck é importante para seu próprio desenvolvimento como atriz?
BF: – Além de analisar roteiros e compreender personagens com mais facilidade, a técnica trouxe urgência, necessidade e riscos para a minha atuação. Antes eu falava um texto procurando sentir as palavras, agora eu busco o objetivo da personagem, e por isso as emoções vem à tona com naturalidade. Mas uma das principais contribuições, sem dúvida, foi aprender a assumir riscos e a amar quem sou eu enquanto indivíduo, o que eu quero e como faço para conquistar os meus objetivos e os objetivos da minha personagem. É claro que isto exige prática, dedicação e, principalmente, autoconhecimento. É um trabalho constante.

BC: – Pelo que pesquisei, espero não ter me equivocado, trata-se do seu primeiro trabalho de tradução para o mercado editorial. Como surgiu essa oportunidade de traduzir um livro que foi um best-seller nos Estados Unidos e que ao mesmo tempo se relacionava com sua atividade profissional?
BF: – É mesmo a minha primeira tradução. Quando ouvi falar na Ivana, imediatamente fui procurar mais informações sobre o seu trabalho, até comprar o livro em inglês para ler. Imediatamente me apaixonei pela técnica e resolvi traduzi-la, por entender a importância do trabalho da Ivana e da necessidade de trazê-lo para o Brasil. Fiz um primeiro contato com ela, que se mostrou muito receptiva e, para minha surpresa, demonstrou grande interesse em ter o livro traduzido para português, especialmente no Brasil (até então o livro já havia sido traduzido em diversos países da Europa, Ásia e etc.). Eu fui à Los Angeles conhecê-la pessoalmente, e desde então já se passaram mais de cinco anos. Ela permitiu que eu tomasse a frente deste trabalho e procurasse editoras interessadas em publicar a tradução. Levou tempo, mas finalmente aconteceu! A Civilização Brasileira, um selo do Grupo Editorial Record, se interessou pela técnica e pela minha tradução, e a Marina Rigueira, professora certificada para ensinar a técnica no Brasil, fez uma revisão técnica do livro. A cereja do bolo ainda foi ter um agradecimento da Ivana no livro dedicado a mim.

BC: – Pretende explorar mais o ofício da tradução? Já está trabalhando em outros projetos?
BF: – No momento não (risos). Não sabia o quão difícil e trabalhoso é o trabalho do tradutor até traduzir “O Poder do Ator”. Já até passou pela minha cabeça fazer outras traduções, mas isto exige tempo, e neste momento estou totalmente dedicada ao meu trabalho de atriz. Estou em dois projetos de teatro – “É Audição!”, em cartaz no Vannucci, e “Noite da Comédia Improvisada”, em cartaz no Fashion Mall – e trabalhando na web no canal de humor “Ventilador”, com o grande mestre Cláudio Torres Gonzaga. Continuo criando e buscando novas oportunidades de trabalho como atriz.


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