Manifesto Cultura Não Se Cala! – A Cidade Contra o Desmonte


 
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Manifesto Cultura Não se Cala! – a cidade contra o desmonte

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O Rio de Janeiro assiste em 2017 ao desmonte de todas as suas políticas de apoio à cultura. O Ministério da Cultura e a Secretaria Estadual de Cultura, além do sistema SESC, estão sucateados. As consequências são muitas: artistas desempregados, teatros fechados, uma cidade calada.

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Na semana passada, a Prefeitura finalmente informou que não pagará a dívida do Edital de Fomento 2016. Assim, endossa o calote histórico e vergonhoso da gestão anterior e enterra o único mecanismo democrático de fomento direto à cultura da cidade. São 240 mil reais do contribuinte já gastos com a organização do edital que estão sendo jogados no lixo. Isso sem contar os benefícios que os 204 projetos e cerca de 5000 profissionais da cultura trariam, com suas ações, a todos os territórios da cidade. A mesma cidade que em quatro anos enriqueceu construtoras (e alguns políticos) ao erguer dois museus, reformar o centro e a zona portuária e realizar os dois maiores eventos esportivos do mundo, se vê hoje incapaz de fomentar minimamente sua própria produção artística. Além disso, na contramão da Lei do Artista de Rua, o prefeito Crivella estabeleceu o Decreto 43.219/17, que concentra a liberação de eventos de rua em seu gabinete. Este mecanismo é uma afronta ao direito à cidade e fere a própria Constituição Federal ao permitir a censura prévia sobre práticas culturais.

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A incompreensão sobre a dimensão cultural do carnaval carioca também aponta para uma gestão que parece querer cercear, dirigir e privatizar a vida cultural da cidade.

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A cultura é o bem público que costura qualquer tecido social. O cidadão que vivencia a cultura com liberdade e diversidade de opções é inovativo e afetivo, pensa e trabalha pelo bem comum. Já a cidade planejada apenas como dormitório de trabalhadores e consumidores é uma cidade partida, egoísta, fadada a ter suas escolas alvejadas de balas e ver seus índices de violência ultrapassarem os de países em guerra. Qual destas cidades queremos para nós e nossos filhos?

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Precisamos dizer em que cidade queremos viver. Lutar pela cultura é lutar pelo nosso futuro.

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Movimentos pela Cultura

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