Noite de Premiação do Líbero Badaró


 

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Por André Guimarães(jornalista convidado).
Crédito da Imagem com os ganhadores: André Bueno / CMSP.

Na noite desta segunda-feira (24/11), IMPRENSA Editorial realizou a 11ª edição do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo. A cerimonia de entrega aconteceu no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo,  que patrocinou o evento e recebeu apoio institucional do Instituto Palavra Aberta, Artigo 19, Intercom, Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e  Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS).

A 11ª edição recebeu 1857 inscrições, colocando a Imprensa Editorial como o maior prêmio de jornalismo do Brasil, recebendo mais inscrições que o Prêmio Esso. Dentre as categorias, as que mais receberam inscrições foram: Jornalismo Impresso com 479, Webjornalismo 337, Rádio e Fotojornalismo, com 125 e 116 trabalhos.

O Prêmio acontece desde 1989, durante 9 anos seguidos ocorreu regularmente, ficou 10 anos parado, mas como era um nome forte, a Imprensa Editorial decidiu resgatar o evento que voltou no ano passado com força total, recebendo mais de 1,5 mil inscrições.

Neste ano o prêmio distribuiu R$ 72 mil para o reconhecimento de reportagens de excelência veiculadas de 8 de abril de 2013 a 7 de abril de 2014 em dez categorias. O júri também elegeu os ganhadores de dois prêmios especiais: “Grande Prêmio Líbero Badaró”, que ficou com a equipe do jornal Folha de S.Paulo, pela reportagem “A Batalha de Belo Monte” e “Destaque do Ano”, que reconhece um jornalista por suas contribuições à mídia brasileira. Nesta edição, o homenageado foi Gilberto Dimenstein, idealizador do site Catraca Livre.

Dimenstein dedicou o prêmio aos jovens do site Catraca livre e destacou: “Eu mais aprendo com eles, do que eles comigo, parabéns para vocês que realizam esse belíssimo trabalho”.

Outro destaque da noite foi a categoria telejornalismo com reportagem ‘Pedofilia em Coari – AM’, exibida pelo Fantástico, da Rede Globo (RJ). A matéria desbancou um esquema de exploração sexual e pedofilia que contava com a participação de Adail Pinheiro, ex-prefeito de Coari, no Amazonas, que foi preso há alguns dias e condenado a 11 anos, 10 meses e 318 dias de prisão pelo Tribunal de Justiça do estado por exploração sexual de menores.

“Tínhamos que contar a história de um prefeito que respondia a mais de 50 processos e nenhum deles tinha qualquer andamento. Três desses processos se referia a pedofilia e exploração sexual infantil. Nós tivemos a confiança das vítimas, dentre as quais destaco uma menina que seria entregue ao prefeito no réveillon, e ela era a terceira geração dessa família que havia sido explorada””, contou a repórter Mônica Marques.

Para a imprensa é uma vitória incrível e pra gente é uma festa poder reconhecer os melhor trabalhos do Brasil. O juri é muito sério, as matérias finalistas foram muito boas, imagina 55 trabalhos de 1857 inscritos, todos os finalistas já são vencedores, sem nenhuma hipocrisia. A categoria Jornalismo Universitário tem crescido e recebido destaque. A Imprensa acredita que é importante fomentar no aluno que está na faculdade essa vontade de produzir material bom, produzir bom jornalismo, de ir atrás de matéria, de ir atrás de boas histórias, fomentando a excelência do jornalismo desde a faculdade“, destacou Thaís Naldoni, gerente de conteúdo da Imprensa Editorial.

Na categoria “Jornalismo Universitário”, os estudantes da Universidade de Brasília (UnB), venceram com a matéria “Ausentes – eles estão em algum lugar do outro lado da fronteira”.

O prêmio Líbero Badaró é um dos poucos que premia jornalismo na categoria “Cobertura internacional”, que neste ano mais uma vez, quem levou foi o Estadão, com a matéria “Sudão do Sul: A guerra esquecida” de  Adriana Carranca.

Para a jornalista Adriana Carranca, o prêmio é um incentivo para continuar realizando coberturas internacionais e destacou “O prêmio é uma homenagem as pessoas que gentilmente me contaram as suas histórias, muitas vezes relembrando coisas que elas mais gostariam de esquecer e sem receber nada em troca. Eu sonho com um Brasil mais ativo no cenário internacional de que a gente possa fazer mais a essas pessoas que confiaram suas histórias“.

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André Guimarães e Thaís Naldoni

agac1 Adriana Carranca e André Guimarães

Confira a lista completa dos vencedores.

Jornalismo universitário
“Ausentes – eles estão em algum lugar do outro lado da fronteira”
Universidade de Brasília (DF)
Autores: Amanda Maia Santos e Amanda Martimon Morgado
Fotógrafos: Marcella Fernandes de Camargos

Ilustração
“Protestos”
Folha de S.Paulo (SP)
Autor: Angeli

Webjornalismo
“Bye, Bye, Brasil: 35 anos depois”
G1 (SP)
Autores: Glauco Araujo, Gustavo Miller, Leo Aragão e equipe de Arte
Fotógrafo: Luciano Emoto

Radiojornalismo
Especial: A América Latina e o Golpe de 1964 no Brasil
Empresa Brasil de Comunicação (SP)
Autores: Beatriz Pasqualino, Priscila Resende e Juliana Cézar Nunes

Primeira Página
“Mais ordem do que progresso”
Diário Catarinense (SC)
Autores: Edgar Gonçalves Junior, Cristiano Estrela, Rafael Rosa, Émerson Souza e Cristiane Cordioli
Fotógrafo: Cristiano Estrela

Fotojornalismo
“Em defesa da Democracia”
O Estado de S. Paulo (RJ)
Fotógrafo: Fabio Motta

Jornalismo impresso
“Revelações do Coronel Malhães”
Jornal O DIA (RJ)
Autora: Juliana Dal Piva

Reportagem cinematográfica
“Laranjas do sertão”
TV Record (SP)
Cinegrafistas: Cristiano Teixeira, Ingrid Sachs e Lucas Mello

Telejornalismo
Série “Pedofilia em Coari (AM)”
TV Globo (RJ)
Autores: Monica Marques, Giuliana Girardi, Wálter Nunes, Bruno Della Latta, Bruno Mauro, Bernardo Medeiros, Claudio Gutierres e Thiago Ornaghi Cinegrafistas: Abiatar Arruda, Marcone Prysthon, Lucio Alves e José de Arimatea

Cobertura internacional
“Sudão do Sul: A guerra esquecida”
O Estado de S.Paulo (SP)
Autora: Adriana Carranca

Grande Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo
“A Batalha de Belo Monte”
Folha de S.Paulo (SP)
Autores: Marcelo Leite, Dimmi Amora e Morris Kachani
Fotógrafos: Lalo de Almeida, Rodrigo Machado e Douglas Lambert

 


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