O Exótico Hotel Marigold


 

Cotação: Regular.

Grupo de aposentados ingleses decide viver sua aposentadoria no que seria um luxuoso hotel na exótica Jaipur, Índia. Cada um desses seres leva consigo seus pequenos dramas e angústias pessoais ao partir para o que parecia ser a amenização de seus problemas. Para uma parte do grupo, o Hotel Marigold seria a solução ideal para seus parcos recursos. Para outra parte, a procura de algo, seja no passado, seja no presente. Depois de uma tortuosa travessia descobrem que de luxuoso o tal hotel não tem nada, pelo contrário, só encontram decadência e caos em torno de si. Mas aos poucos, nessa jornada existencial acabam descobrindo encantos na cidade, nas pessoas e no próprio hotel.

O novo filme de John Madden é uma demonstração de como só um grande elenco pode mesmo salvar um filme do naufrágio absoluto. O Exótico Hotel é uma sucessão de equívocos, a começar por um roteiro ruim, estruturado num núcleo central que vai irrigando pequenas sub-histórias de cada um dos novos hóspedes.

De início o filme até demonstra algum potencial, mas acaba desperdiçando os ganchos criados e no momento que dá a impressão que vai decolar, joga por terra essas oportunidades criadas. Esse aspecto fica muito nítido na sub-história de Tom Wilkinson, que parecia ser o melhor do filme. No momento do clímax, quando parecíamos estarmos diante de uma sensível história baseada na busca pelo tempo perdido, no remorso e na nostalgia, de repente o roteiro cuida de simplesmente extirpá-la do filme, deixando uma sensação de vazio no espectador.

Explora de maneira pouco original o choque cultural entre típicos ingleses de formação cartesiana e o caos de se viver num país de 3º mundo. Acaba inevitavelmente caindo na caricatura e no estereótipo. Até as situações politicamente incorretas, que pareciam interessantes de início, acabam no decorrer ficando repetitivas, banais e têm como função servir de suporte para uma rala transformação dos valores de vida da personagem de Maggie Smith.

O brilho do filme está em Judi Dench, a cada aparição dela a tela parece se iluminar e mesmo diante da fragilidade do filme, quando está em cena fica difícil tirar os olhos dela. Judi Dench vale o filme.


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