Crítica: O Lado Bom da Vida


 

Após flagrar a mulher com o amante debaixo do chuveiro, Pat Solitano Jr(Bradley Cooper) perdeu tudo que tinha na vida, sua casa, seu emprego e principalmente o seu casamento, depois de quase ter matado o amante de sua mulher. Depois de passar uma temporada internado à força num sanatório por ordem judicial, é autorizado a voltar para a casa dos seus pais(Robert de Niro e Jacki Weaver). Com um comportamento bipolar, ainda atormentado pelas lembranças da traição e refratário em aceitar tratamento, seu retorno a sua pequena sociedade não é fácil, ainda mais com sua obsessão em reconquistar sua ex-mulher, do qual é impedido de se aproximar por ordem judicial. Conhece Tiffany(Jeniffer Lawrence), maluquinha, traumatizada e tão problemática quanto Pat. Ambos mantém uma relação conflituosa e turbulenta. Mas aos poucos, com a junção de seus sofrimentos acabam através da dança descobrindo novos sentidos para a vida.

Escrita assim, a sinopse acima não apresenta nada de original, parece tratar-se de mais uma banal e típica comediazinha romântica hollywoodiana. Mas “O Lado Bom da Vida”, filme dirigido por David O Russell, é um filme charmoso, de grandes qualidades e que consegue transmitir emoção. Foi indicado a importantes categorias no Oscar, como Melhor Filme, Diretor, Ator(Cooper), Atriz(Lawrence), Ator Coadjuvante(De Niro), Atriz Coadjuvante(Weaver), Roteiro Adaptado e Montagem. Apesar de algumas pequenas derrapadas no roteiro, tem ótimos diálogos, diverte em seus conflitos familiares e tem o seu grande trunfo na atuação do seu elenco.

Bradley Cooper está bem, embora sua indicação ao Oscar seja um exagero(ou talvez mais um êxito de marketing dos irmãos Weinstein), assim como De Niro, igualmente bem, porém convencional. O grande brilho do filme é realmente Jeniffer Lawrence, que compõem um tipo forte, abraçando suas próprias idiossincrasias como mecanismo de defesa e como uma desesperada forma de sobrevivência. É a favorita para ganhar o Oscar. Se ganhar estará em boas mãos, embora eu ainda prefira Emmanuelle Riva por “Amour”. O êxito do Duo formado por Cooper e Lawrence acaba soando irônico, tendo em vista que originalmente o filme iria ser protagonizado por Mark Wahlberg e Anne Hathaway.

O interesse do filme reside sobretudo na maneira como Russell retrata a complexidade e a confusão mental dos seus protagonistas, incapazes de controlar suas emoções. Cáustico, por vezes, acaba por ser um fio de fantasia redentora que se equilibra com competência entre a comicidade e a tensão dramática.


Palpites para este texto:

  1. um filme delicioso…divertido,verdadeiro e achei q passa uma msg de esperança,afinal,todos podemos criar um “escape” p aquilo q atormenta nossa mente…rs

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