Crítica: O Mestre


 

 

O novo filme de Paul Thomas Anderson, “O Mestre”, gravita em torno da criação e expansão de uma doutrina religiosa com pretensão filosófica sobre um universo desconhecido em que mistura hipnose, regressão e espiritismo. Embora o filme não cite de que religião ou seita está se retratando, as situações e características levam logo a relacionarmos com a cientologia, seita fundada por L Ron Hubbard, que ganhou grande notoriedade nas últimas 2 décadas por ter atraído celebridades hollywoodianas como Tom Cruise e John Travolta.

No filme de P.T.A.(como também é conhecido Paul Thomas Anderson), ambientado na década de 50,  a tal seita, citada apenas como “A Causa”, é liderada por Lancaster Dodd(Phillip Seymour Hoffman), da qual sua filosofia tem por objetivo capacitar e desenvolver uma viagem temporal através do treinamento da mente, vidas passadas, controle da mente, cura espiritual e até conexões interplanetárias.

Para sua seita é atraído o desestruturado Fred Quell(Joaquim Phoenix), um veterano da 2ª Guerra Mundial afastado a marinha por problemas psicológicos e por suas obsessões sexuais. Sem rumo na vida e vivendo de pequenos bicos, aporta por acaso com a seita de Dodd e apesar de inicialmente reticente, Quell se envolve cada vez mais com a forte personalidade e com o carisma de do líder da “Causa”, a ponto de tornar-se praticamente dependente desse estilo de vida, entregando-se e defendendo com todas a suas forças seu líder e sua filosofia, contra todos a que dela descreem ou se opõem .

PTA procura focar nos meandros dessa experiência religiosa em contraste com o individualismo americano, mas acaba por fazer um filme monótono e arrastado em seus 138 minutos. O roteiro em nenhum momento consegue despetar um interesse maior à história que está sendo contada. O grande trunfo de seu filme na atuação dos seus atores Joaquim Phoenix e principalmente Phillip Seymour Hoffman.

Seymour Hoffman é daqueles atores com uma personalidade tão marcante que é impossível tirar os olhos dele em cena e isso também ocorre com sua atuação em “O Mestre”. Os favoritos na categoria Ator Coadjuvante ao Oscar são Christoph Waltz, por “Django” e Tommy Lee Jones, por “Lincoln”. Na verdade, Waltz é tão principal em “Django” quanto Jamie Foxx e sua inclusão na categoria foi mais uma estratégia para ganhar o Oscar. Já Tommy Lee Jones tem, em minha opinião, atuação correta, mas incomparavelmente inferior a Seymour Hoffman. Se o Oscar fosse lugar de justiça, Seymour Hoffman levaria a estatueta, algo que não ocorrerá.

O Mestre”´é um filme chato e sonolento, que tem nas interpretações de seus 2 atores a tábua de salvação para impedir que o espectador vá embora antes do final.


Palpites para este texto:

  1. EXCELENTE FILME, GRANDES INTERPRETAÇÕES, JOAQUIM PHOENIX, INTERPRETAÇÃO JAMAIS VISTA LEMBRA MUITO MONTGOMERY CLIFF, NOTA DEZ DE TODOS OS LADOS, TRILHA MUSICAL EXCELENTE, ENFIM UM FILME QUE ORGULHA O CINEMA DE TODOS FEITOS ATÉ HOJE.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Calendário de postagens

agosto 2017
D S T Q Q S S
« jul    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031