Crítica: Paris-Manhattan


 

 

Paris-Manhattan” é um filme fofo. Uma simpática comédia romântica, daquelas que não devemos esperar maiores profundidades, aonde é prudente ir ao cinema com a simples intenção de passar alguns momentos de pequenos prazeres e sem grandes elucubrações.

O filme de estreia da diretora Sophie Lellouche é acima de tudo uma grande homenagem a Woody Allen. Alice(Alice Taglioni), uma mulher bonita, solteira e solitária, tem apenas três paixões na vida: o trabalho em sua farmácia, Cole Porter e acima de todo Woody Allen. E é com esse último(na verdade, com o seu pôster na parede) que ela mantém uma profunda “relação”, através de longas conversas imaginárias, desabafos e filosofias psicanalíticas sobre a relação homem/mulher. Apesar de inúmeras desilusões, sua família ainda insiste em lhe arranjar um relacionamento sério e é aí que entre em sua vida Victor(Patrick Bruel), um especialista em alarmes, sem o mesmo nível intelectual,  que nada conhece de Woody Allen, mas quem melhor tenta entender a personalidade de Alice e quem melhor sabe fustigá-la e questioná-la.

As citações ao universo de Allen, obviamente, estão presente em todo o filme, seja nos diálogos imaginários, seja em algumas cenas, como a ótima em que Alice, Victor, seus pais(Michel Aumont e Marie-Christine Adam) invadem o apartamento de sua irmã(Marine Delmerte) à procura de provas da infidelidade do seu marido(Loui-Do de Lancquesaing), numa clara citação a “Assassinato Misterioso em Manhattan”. Ou ainda quando entrega a um ladrão DVDs de “Crimes e Pecados” e “Assassinato Misterioso em Manhattan” para dissuadi-lo do assalto e da sua vida de criminoso.

O elenco ajuda a Lellouche a levar sua história com leveza, Alice Taglioni com seu tipo solitário e por vezes até meio “largado”;  Patrick Bruel, que não é um grande ator mas tem carisma; além do veterano e sempre ótimo Michel Aumont.

O mais saboroso do filme acontece na parte final, dando ao espectador um pequeno presente que prefiro não revelar.

Paris-Manhattan” é uma comédia romântica leve e tem a duração perfeita, 77 minutos, não levando o filme ao erro comum de um prolongamento inútil que nada iria acrescentar. O tempo exato para levar o espectador a um pequeno prazer e depois ir embora descompromissado com que viu. Um filme charmoso para se assistir sem maiores compromissos.


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