Profissão Repórter


 

Texto de Adriana Mello.

Quando estreou em 2006, “Profissão Repórter”  era um mero  quadro no “Fantástico”.  Mas o sucesso, a repercussão e principalmente a originalidade do formato fizeram que em 2008 ganhasse vida própria e virasse um programa dentro da grade da TV Globo. Nesse deserto de bons programas jornalisticos na TV Brasileira, o “Profissão Repórter“, vem demonstrando que tem potencial para permanecer ainda muitos anos no ar.

Apesar de original, seu formato em si é muito simples:  Caco Barcellos comanda uma equipe de jovens jornalistas que toda semana explora um tema diferente, enfocando os mais diferentes ângulos. Nem sempre o caminho é fácil. Ao longo da realização da reportagem, é preciso lidar com situações inesperadas, os jovens repórteres experimentam sensações que ainda não conheciam e não é raro a emoção lhes vir à tona. Essas circunstâncias não são poupadas aos espectadores, os bastidores são mostrando claramente, aonde é possível acompanhar as dificuldades enfrentada pelos membros da equipe. Os temas são os mais diversos possíveis, pode ir de uma gigantesca tragédia como o desabamento do morro do Bumba, em Niterói, que vitimou centenas de pessoas, até temas os mais prosaicos, como a eleição da garota da laje ou sobre os bailes de debutantes. Mas independente do grau de seriedade do tema, são sempre realizados de maneira bastante empenhada, séria e com muito interesse por parte da equipe.

Como um dos mais experientes, premiados e respeitados jornalistas da televisão brasileira, Caco Barcellos parece ser a pessoa talhada para repassar suas experiências para sua equipe, tal como um orientador abrindo os caminhos para que seus “alunos” possam desenvolver com desenvoltura suas “teses”. Emite suas opiniões, puxa pela sua equipe, propõem situações e soluções e quando é o caso, não hesita em dar (discretos, mas firmes) puxões de orelha(como no vídeo acima durante a cobertura de Fluminense X Coritiba).

Por vezes a complexidade dos temas abordados acabam fazendo dos 30 minutos do programa um tempo exíguo, é preciso saber fazer o recorte adequado para não se perder a essência. Talvez esse seja o problema mais sério, que acaba por deixar o programa corrido, atropelado e às vezes dá aquela sensação que faltou algo mais. Mas isso não é problema suficiente para tirar o brilho do programa.


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