Série Divas: 3. Audrey Hepburn


 

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Por Adriana Mello.

Kethleen Hepburn-Ruston (ela adota Audrey no início de sua carreira) nasceu no dia 4 de maio de 1929, na cidade Bruxelas (Bélgica), em uma família privilegiada: seu pai era um banqueiro irlandês e sua mãe era uma baronesa holandesa. Quando Audrey tinha apenas 6 anos de idade, seus pais se divorciaram. A própria Audreydeclarou em várias entrevistas que o divórcio dos pais foi a experiência mais traumática de sua vida.

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 Após o divórcio dos pais, a menina muda-se para a Holanda com a mãe. Nessa época, Audrey viveu os horrores da guerra: perdeu vários familiares e passou fome. A magreza excessiva que a atriz apresentou até o fim da vida, é consequência da desnutrição adquirida nessa época. Como a comida era escassa, Audrey alimentava-se de bulbos de tulipa para sobreviver.
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Quando a guerra acabou, ela mudou-se para a Inglaterra com a mãe, onde começou a trabalhar como modelo fotográfico e corista.
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Em 1951, Audrey foi descoberta por Collette, uma importante escritora francesa, que procurava uma protagonista para a peça “Gigi”(adaptação de um livro de sua autoria). Ao receber o convite para estrelar  “Gigi”, Audrey recusou o convite alegando que não sabia atuar. Collete não desistiu e com muito jeito conveceu a jovem a aceitar o papel.

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Em 1952, Audrey estrela a “Princesa e o Plebeu”. O filme lhe rendeu o Oscar de melhor atriz.

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Em 1953, filma “Sabrina”, dirigido por Billy Wilder, ao lado de Humphrey Bogart e Willian Holden. Foi durante “Sabrina” que teve início a longa parceria entre Audrey e o estilista Givenchy. Durante as filmagens, a atriz vive um romance com Holden, mas termina tudo ao descobrir que ele havia feito uma vasectomia. O maior sonho da atriz era ser mãe.
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Em 1954, Gregory Peck (seu parceiro em a “Princesa e o Plebeu”), apresenta a atriz para Mel Ferrer. Juntos, eles fazem a peça “Ondine”. Durante a peça, Audrey e Ferrer iniciam um romance. Pela peça, Audrey Hepburn recebe o prêmio Tony de melhor atriz. No fim da temporada de “Ondine”, Mel Ferrer a pede em casamento e os dois se casam naquele mesmo ano. Juntos, eles fizeram “Guerra e Paz”.
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Nos anos seguintes Audrey Hepburn fez um sucesso após o outro. A maioria de seus filmes eram comédias românticas, mas ela sentia-se pronta para novos desafios. Para provar que podia fazer qualquer gênero, ela aceita o papel principal no filme “Uma Cruz a Beira do Abismo”, que lhe rendeu sua terceira indicação ao Oscar.
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Em 1959, ela descobre que está grávida. Audrey, que já tinha sofrido 5 abortos (sendo que um foi durante um aciedente em uma filmagem) decide não aceitar nenhum trabalho durante a gestação. Ela só queria ficar em casa repousando bastante, sem fazer nada. Seu maior sonho era ser mãe e dessa vez tinha que dá certo. Em janeiro de 1960, nasceu Sean Hepburn Ferrer.
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Em 1961, 1 ano após ter seu filho, ela estrela o filme pela qual seria eternamente lembrada; “Bonequinha de Luxo”. No filme, uma adaptação de um romance de Truman Capote, Audrey interpreta Holly Golightly, uma prostituta de luxo que se apaixona por um jornalista que mora em seu prédio. Uma curiosidade: Trumam Capote  ficou furioso ao saber que Audrey Hepburn interpretaria Holly. O autor sonhava com Marilyn Monroe para o papel.
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Depois de “Bonequinha de luxo”, ela fez: Infâmia, Charada e Quando Paris Alucina. Em 1964, interpreta Eliza Doolittle em “My Fair Lady”. A crítica preferia a até então desconhecida Julie Andrews (que havia feito a personagem no teatro) para o papel, mas foi Audrey quem venceu a disputa. Naquele mesmo ano, Andrews faria “Mary Popins” e ganharia o Oscar de melhor atriz. Audrey, apesar de perfeita no papel, recebeu algumas críticas por ter sido dublada nas cançoes do filme.
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Nesse período, Audrey ainda fez mais alguns filmes nesse período, mas ela precisava dar um parada. Seu filho Sean, precisava frequentar a escola e não poderia mais acompanhar a mãe nas frequentes viagens. Por ter tido uma infância infeliz, Audrey queria proporcionar ao filho,  uma vida familiar tranquila e feliz. Nessa época, seu casamento já não ia bem. Para tentar salvar seu casamento, Audrey Hepburn decide interromper a carreira, recusando todos os papeis que lhe são oferecidos. A atriz muda-se com a família para a Suíça. Mel Ferrer era conhecido por seu temperamento difícil o que dificultava a relação do casal. Infeliz, Audrey passa por frequentes crises depressivas e o casamento acaba. Em 1968, o casal se divorcia.
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Logo após o divórcio, Audrey conhece o psiquiatra Andrea Dotti e em 1969, casa-se com ele. Em 1970, nasce Luca Dotti, segundo filho da atriz. Os jornais insinuavam casos extraconjugais de Dotti, mas Audrey os ignorava. Após viver com o marido 1 ano na Itália, ela decide ir com os filhos para a Suíça. Dotti fica na Itália e passa levar uma vida de festas.
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Dez anos após seu afastamento, Audrey aceita a fazer “Robin e Marian” em 1976 ao lado de Sean Connery.  E em 1979, faz “A Herdeira”, baseado em um romance de Sidney Sheldon.
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Em 1980, ela se divorcia de Dotti. Durante as filmagens “Muito riso e Muita alegria”, ela conhece o ator Robert Wolders, com que viveu até o fim de sua vida na Suíça. Com Robert, Audrey finalmente havia encontrada a serenidade que ela tanto procurara nos casamentos anteriores.
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No fim da década de 80, Audrey é nomeada Embaxatriz da UNICEF. Representando a UNICEF, ela viaja ao redor do mundo. Por ter passado por tudo o que passou durante a guerra, ela dedicava-se com unhas e dentes a esse seu trabalho. Por esse seu trabalho, ela ganharia vários prêmios humanitários.
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Em 1989, ela faz aquele que seria seu último filme; “Além da Eternidade” de Steven Spielberg.
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No fim do ano de 1992, Audrey sente fortes dores no estomacais. Como havia retornado da Somália (em uma viagem pela UNICEF), ela ficou com medo de ter adquirido algum vírus, e decidiu procurar um hospital. Ela foi diagnósticada com câncer de cólon. Após uma cirurgia, Audrey volta para sua casa na Suíça. No dia 20 de janeiro de 1993, 2 meses depois de receber o dignóstico da doença, Audrey Hepburn morrem em sua casa. O cinema perdeu uma das suas maiores estrelas. Até hoje em dia, Audrey Hepburn é uma referência para jovens e velhas atrizes, não apenas por sua postura diante das telas, mas principalmente por sua postura diante da vida.
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