Série Divas: 8.Vivien Leigh


 

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Por Adriana Mello.

Estava com saudade da minha série Divas. Depois de pensar muito, decidi recomeça-la com Vivien Leigh, a eterna Scarlett O’Hara de “E o Vento Levou”. Acho que escolhi bem, né?

Vivian Mary Hartley nasceu em uma tradicional família britânica em Darjeeling, Bengala Britânico) no dia 5 de novembro de 1913. Seu pai era agente de câmbio e ator de teatro amador.  Ao fim da Primeira Guerra Mundial, Ernest decide retornar com a família para a Inglaterra. Quando Vivian tinha apenas 6 anos de idade, sua mãe, Gertrude, decidiu interna-la no covento Sacré-Coeur de Jésus, em Roehampton, nos arredores de Londres. Gertrude acreditava que dessa forma, a filha receberia uma educação melhor. Vivian era dois anos mais nova do que as outras alunas do convento, mas isso não a impediu de brilhar nas aulas de dança e música. A menina era a principal atração nas festas de fim de ano.  No convento, sua melhor amiga era a atriz Maureen O’Sullivan que viera da Irlanda.

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Em 1927, Vivian se juntou aos pais na Europa, onde fez os mais diversos cursos. Em 1932, aos 18 anos, entrou na respeitada Royal Academy of Dramatic Art em Londres. Mas no mesmo anos, ela abandona tudo para casar-se com o empresário Herbert Leigh Holman, com quem teve sua filha Suzanne. Depois, ela retorna a Royal Academy of Dramatic Art para concluir seus estudos e tronar-se uma atriz.

Logo, Vivian conseguiu um pequeno papel em um filme chamado “Things Are Looking Up”  e ganha o papel principal em um peça.  O enorme talento de Vivian chama a atenção do empresáro John Glidden que a contratou como sua cliente. Foi Glidden que alterou o nome de Vivian para Vivien. Glidden achava que soava mais feminino.

Os elogios dos críticos a Vivien fizeram com que o produtor Alexander Korda a contratasse por cinco anos.  Em 1937, Korda dá a Vivien um papel no filme “Fogo Sobre A Inglaterra”, um filme sobre a Rainha Elizabeth I na época da Armada Espanhola. Foi durante a filmagem de “Fogo Sobre a Inglaterra” que Vivien conheceu o grande Laurence Olivier. Vivien e Laurence apaixonaram-se loucamente e passaram viver juntos, largando suas respectivas famílias. Em 1938, Vivien sofre uma decepção ao perder um papel em uma produção inglesa para Maureen ‘O Sullivan, sua ex colega de colégio.

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Em 1938, Laurence Olivier foi contratado para estrela a super produção “O Morro dos Ventos Uivantes” de Samuel Goldwyn. Olivier moveu mundo e fundos para que seu par romântico no filme fosse interpretado por Vivien, mas o lobby não deu certo e o papel acabou com a atriz Merle Oberon.

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Um dia, louca de saudade do marido, Vivien embarcou no Queen Mary . Como companheiro de viagem; o livro “E O Vento Levou” de Margaret Mitchell. A partir desse momento, Vivien passou a ter dois desejos: rever o marido e interpretar Scarlett O’Hara a todo custo. Viven decidiu lutar pelo papel que tanto queria. Para se ter uma ideia, 1400 atrizes foram testadas para o papel. Nomes como; Bette Davis, Lana Turner, Katherine Hepburn, Paulette Godard, entre tantas outras. Vivien levou o papel entrou para a história do cinema mundial. O filme levou 10 prêmios Oscar, dentre eles, o de melhor atriz para Vivien.

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Após “E o Vento Levou”, Vivien protagonizou “As Pontes de Waterloo” da MGM e no mesmo ano fez dois filmes de sucesso com Laurence Olivier. Durante a filmagem de um deles, souberam que seus respectivos divórcios haviam saído. Laurence Olivier e Vivien Leigh casaram-se no dia 31 de agosto em Santa Barbara.

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Três meses após a estréia da peça “The Skin of Our Teeth”, produzida por Vivien e Olivier (que também era o diretor da peça), Vivien foi diagnosticada com tuberculose e foi obrigada a se afastar do trabalho por 8 meses. Sua saúde sempre fora muito delicada, mas a partir daquele momento inspiraria muito mais cuidado.

Em 1949, Vivien estrela a peça “Uma rua chamada pecado” de Tennesse Williams e dirigida por Laurence Olivier. Vivien Leigh foi ovacionada por público e crítica. Foi a consagração definitiva para Vivien,

Em 1951, a Warner anunciou que produziria a versão de “Uma Rua Chamada Pecado” para o cinema. O nome de Olivia de Havilland chegou a ser cogitado para o papel de Blanche DuBois, mas foi Vivien quem levou o papel. Vivien recebeu cem mil dólares como pagamento e tornou-se a atriz mais bem da época.

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Vivien teve uma atuação irretocável no filme. Foi fortemente elogiada pela crítica especializada. Pelo seu papel, “Em Uma Rua Chamada Pecado”, Vivien ganhou seu segundo Oscar de melhor atriz.

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Vivien e Laurence continuaram atuando juntos nos palcos da Grã Bretanha.  Eles eram o casal mais popular do momento. Mas a saúde de Vivien vinha se complicado. Ela, que sofria de tuberculose, sofreu dois abortos e foi diagnosticada como maníaca depressiva. Vivien passou a sofrer de longos períodos de depressão e foi obrigada a afastar-se do trabalho por causa do ritmo alucinante.

Em 1953, ao retornar o trabalho no filme “O Caminho dos Elefantes”, ela teve um colapso no set de filmagem e precisou ser substituída as pressas por Elizabeth Taylor. Nessa época começaram a surgir os boatos que seu casamento com Laurence Olivier ia de mal a pior.

Em 1960, Laurence Olivier abandona Vivien Leigh para ficar com o comediante Joan Plowright. Vivien pediu o divórcio por adultério e nunca mais se casou.

Em 1963, Vivien Leigh ganhou um Tony Awards (o mais importante prêmio do teatro americano) por seu desempenho na peça Tovarich. Dois anos depois, ela faz o filme “A Nau Dos Insensatos”.

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Enquanto ensaiava a peça, “A Delicate Balance” em Londres, Vivien teve um série recaída da tuberculose e morreu no dia 7 de julho de 1967, aos 53 anos.

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