Sete Dias com Marilyn


 

Trailer

Cotação: Bom

“Sete Dias com Marilyn” é um filme sobre a fragilidade de um ser humano diante do próprio mito.
Em dado momento o então mito Marilyn Monroe revela ao seu jovem interlocutor Colin(Eddie Redmayne): “Os homens buscam em mim Marilyn Monroe. Quando não a acham, eles fogem”. É na fragilidade e angústia existencial da grande estrela que o diretor Simon Curtis centra seu filme, num ser acuado, inseguro e carente. Uma mulher que muito jovem foi alçada à condição de maior estrela de Hollywood, tendo que se equilibrar na corda bamba, sem que houvesse uma rede de proteção à aparar sua queda.

Em 1956 Marilyn Monroe é contratada para atuar em uma produção inglesa que teria como partner e diretor nada mais, nada menos que outro mito, Sir Laurence Olivier. A produção não possuía grandes ambições artísticas da parte de Olivier, mas o grande ator ambicionava ser um astro, já para Marilyn seu objetivo era ser uma atriz.
Logo essas duas personalidades entram em conflito, em que Marilyn se encontra completamente insegura, perdida e se sentindo pressionada pela genialidade de Olivier. Ele, por sua vez, chega à beira do desespero pelas crises, atrasos e dificuldade de memorização do roteiro por parte da estrela. Em meio a essa situação se equilibra o jovem Colin, cuja ambição era trabalhar no meio cinematográfico e graças a sua perseverança se tornou assistente de direção de Olivier. Com sua aparente inocência e gentileza ganha a confiança e a cumplicidade de Marilyn, tornando-se seu principal suporte durante sua estadia londrina. Marilyn, um ser frágil, porém sem perder a consciência da capacidade que possuía de manipular um jovem deslumbrado por usufruir a intimidade de uma mulher que despertava os desejos de qualquer homem.

O filme tem roteiro mediano e sem grande brilho, que em determinados momento perde seu foco em situações irrelevantes. A direção é correta, porém burocrática. Mas o grande destaque é a interpretação de Michelle Williams, cuja atuação evita que o filme seja um fiasco. Michelle incorpora praticamente uma releitura de Marilyn, incorporando seus trejeitos, posturas e sua sensualidade, sem cair no estereotipo que o personagem convida. Pena que o Oscar foi parar nas mãos de Meryl Streep com sua interpretação caricata sobre Margareth Thatcher. Foi, na minha opinião, a melhor interpretação feminina de 2011(ao lado de Viola Davis por “Histórias Cruzadas”). O sumido Kenneth Branagh interpreta com correção, mas sem grandes brilhos, Laurence Olivier. O mesmo vale para o jovem Eddie Redmayne, que não é dos mais expressivos atores.

Um bom filme, que Michelle Williams faz valer cada centavo do ingresso pago.


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